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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Modelo do Ano



Dois nerds, interessados em viagens no tempo, tem suas vidas modificadas por quando um deles se apaixona por um garota misteriosa. O outro segue em frente com suas pesquisas. Tempos depois se reencontram. Quem era a garota misteriosa que sumiu na poeira do tempo?

Conto meu, originariamente publicado na coletânea Time Out, em ebook na Amazon.


Esta configurado para o Kindle, porém é possível converte-lo para outros formatos ou usar um aplicativo gratuito para PC ou Tablets, disponibilizado pela própria Amazon.

Para obter o ebook, clique aqui.



domingo, 29 de julho de 2012

TimeQuake – um romance onde um dos protagonistas é o próprio tempo


TimeQuake
Título original(inglês): Timequake
Autor : Kurt Vonnegut
Tradução: Waldea Barcellos
Ediotora : Rocco
Ano:  1999
230 páginas

Sinopse:  O narrador e o escritor Kilgore Trout relatam o evento ocorrido em 2001, quando, segundo Trout, o Universo deu um “soluço”: em vez de  continuar a expandir, resolveu se retrair, saltando dez anos para o passado, em 1991. Todos  as pessoas então foram obrigados a reviver estes dez anos, sem que tivesse a liberdade de mudar coisa alguma.

Esta premissa em si já é assustadora para maioria das pessoas. Todos os erros e acertos cometidos teriam que ser feitos de forma exatamente igual. O pior disso é as pessoas tinham memória das besteiras que fizeram. Um exemplo: uma mulher, praticando um salto ornamental erra e cai sobre o marido e ele fica paraplégico. A mulher vai executar o salto exatamente da mesma maneira e o homem não poderá se desviar a tempo, mesmo sabendo o que vai acontecer.

Quando, segundo Trout,  “o livre arbítrio é reestabelecido”, as pessoas já estão acostumadas a agir no automático e o resultado é um caos já que quem, por exemplo, estava descendo uma escada rolante, em vez de dar um passo à frente, para abruptamente. Freios não são acionados, pessoas param no meio de uma travessia de rua, etc..

Vonnegut mistura relatos de flashes destes eventos com fatos da suposta vida pessoal do narrador (com fortes traços autobiográficos) e de Kilgore Trout e de eventos posteriores, quando “o livre arbítrio foi restaurado”. O autor recheia as passagens com um humor corrosivo que atinge a todos, inclusive a si mesmo. Este humor é muito próprio de Kurt Vonnegut, como em Matadouro 5 e Pastelão ou solitário nunca mais.

Um excelente romance, que infelizmente está fora de catálogo, porém pode ser encontrado em sebos e nas máquinas de autovenda presentes no metro de São Paulo. Vale a pena ler!