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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia - Aventura e Humor da Marvel

Guardiões da Galáxia
Título original: Guardians of the Galaxy
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn, baseado em Guardiões da Galáxia de Dan Abnett e Andy Lanning
Elenco: Chris Pratt. Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel (voz de Groot), Bradley Cooper (voz de Rocket), Lee Pace. Michael Rooker, Karen Gillan, Djimon Hounsou, John C. Reilly, Glenn Close, Benicio Del Toro
País de Produção:  Estados Unidos
Ano: 2014

Sinopse: Um aventureiro ladrão, Peter Quill, também conhecido como Star Lord,  rouba uma esfera chama Orbe de um templo em ruínas. Mal sabe ele que este orbe não um objeto simples que pode ser negociado como uma peça de coleção. Ele é ambicionado pelo maligno Ronan, um  um rebelde do planeta Kree que deseja destruir Xantar, um pacífico e próspero planeta. 

Em busca de um comprador, Quill acaba sendo preso junto com Gamora, um aliada de Ronan, interessada em roubar o Orbe para si própria, o caçador de recompensas Rocket (um guaxinim inteligente) e seu companheiro Groot (uma árvore falante) e um maníaco assassino chamado Drax.

Esse improvável grupo é formado durante uma fuga desastrada da prisão e vai enfrentar Ronan.

Grupos assim, formados por desqualificados, que se unem apenas para um tentar espoliar o outro, pululam no cinema desde Os Doze Condenados. A diferença aqui é que a história é jogada literalmente pro espaço e a fantasia fica à solta (temos uma árvore falante ao lado de um guaxinim inteligente, quer mais?), temperada por uma boa dose de humor, para o deleite da plateia.



Você vai encontrar todos os clichês do gênero, inimigos egocêntricos que são transformados ao longo da aventura em companheiros de batalha, discursos motivadores, romance de um sujeito mulherengo com uma aventureira avessa a homens conquistadores, ambição e desejo de vingança transformados pelo desejo de suplantar um mal maior.

Entretanto, o humor e a aventura estão bem casados e tornam o filme muito divertido, mas como sempre, não espere fidelidade aos quadrinhos.

Nota dez para a animação de Rocket (o guaxinim falante). Os movimentos são naturais e chegamos a esquecer o que ele é ao longo do filme tanto quanto esquecemos que o Mickey é um rato.

Aguarde o final dos títulos. Como todo filme da Marvel, sempre há um easter egg. Lembre-se porém que este é um filme de humor.


trailler

quarta-feira, 5 de março de 2014

Militia – Uma banda assumidamente Nerd



Nascida em Tupã e atualmente em Campinas, a banda Militia tem como referencias o universo nerd: HQ´s, Cinema, Games e Ficção Científica.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Aventura Lego - Uma brincadeira de criança

Uma Aventura Lego
Título Original: The Lego Movie
Direção: Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay
Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks, Will Arnett, Nick Offerman, Alison Brie, Charlie Day, Liam Neeson, Morgan Freeman
Produção: EUA
Ano: 2014
Duração: 100 min

Sinopse: Emmet é um cidadão perfeito num mundo perfeito, porém este mundo só é perfeito porque tudo é absolutamente controlado pelo Sr. Negócios, um homem obcecado pela ordem. Emmet acidentalmente descobre “a peça de resistência” – artefato capaz de restaurar a liberdade neste mundo “certinho” e é confundido com o herói profetizado para resolver o problema.

Se eu pudesse resumir o filme eu diria que é “uma brincadeira de criança”. O filme reproduz com muita maestria o jeito de brincar de uma criança com Lego, misturando peças de universos distintos, deixando a imaginação correr solta e criando uma ordem neste aparente caos.



Trailer

Spoiler:

O filme tem basicamente três mensagens, duas triviais e comuns em filmes deste tipo: “se você acredita que pode, você pode” e “todo mundo é especial de alguma forma”. E, a terceira, “não existe jeito certo de brincar”. Nesta está embutida a relação pai e filho, de que não existe diferença entre um hobby de adulto e o brincar de uma criança e mexe também com o conceito de “ordem”, colocando-a como exatamente é: arbitrária.




Aventura Lego – "Por trás dos blocos"


A forma de contar a história, mesmo sendo tipicamente infantil, agradou os adultos presente na seção que assisti. Vez por outro ouvia-se risadas de gente grande (o filme até arriscou algumas piadas sutis sobre a homossexualidade do Lanterna Verde) e tenho certeza de que todos saíram mais leves da seção e talvez um pouco mais flexíveis com seus filhos (e consigo mesmos).

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ela


Ela
Título Original: her
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde, Scarlett Johansson
Produção: EUA
Ano: 2013

Sinopse: Theodore Twombly é um homem solitário. Recém divorciado, busca refúgio de sua solidão nas redes sociais ou em jogos de computador. Seu trabalho consiste em escrever cartas para pessoas num site especializado e ironicamente, uma parte de seus clientes são casais apaixonados. Um dia resolve comprar um sistema operacional (SO) dotado de inteligência artificial que obedeceria a comando de voz e seria capaz de ter consciência, o que o tornaria muito mais útil e interessante. Theodore configura o sistema para ter uma personalidade feminina que assume o nome de Samantha e como além de ter consciência ela também teria capacidade de aprendizado e evolução, vai se moldando à personalidade do proprietário. Logo começa a haver um relacionamento entre eles.

O filme lida com algumas coisas bastante comuns nos dias de hoje: a solidão e a interação social via redes sociais virtuais. Perfis fakes ou mesmo reais onde mostramos não quem somos mas quem desejamos ser são cada vez mais comuns. 




Trailer

Spoiler:
Theodore não sabe lidar com suas próprias emoções e esta foi a causa do divórcio. O relacionamento progride rápido porque Samantha é alguém com quem ele consegue se abrir. Todavia, quando o relacionamento avança os bloqueios de Theodore com qualquer envolvimento começam a aparecer.

O filme lida muito bem tanto com o humor quanto com o drama tanto dos relacionamentos reais como os virtuais e os artificiais, dando verosimilhança à trama. Por exemplo: Samantha é um ser sem corpo e sem vivências e lidar com isso são as primeiras preocupações dela. Por outro lado, sua capacidade de interação múltipla e de grande massa de dados que processa com grande velocidade de processamento, conferem a ela uma complexidade grande, com a qual Theodore terá que lidar.

Aos poucos tanto o personagem como os espectadores vão percebendo que um relacionamento é formado por um e pelo outro, não importando que o outro seja um ser de carne e osso ou uma inteligência artificial habitando a “nuvem”, apresentando alegrias e tristezas.

Filme excelente!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Realidades Adaptadas – Phillip K. Dick

Autor: Philip K. Dick
Tradução: Ludimila Hashimoto
Editora: Aleph


Sinopse: Reunião de sete contos de Philip K. Dick que deram origem a filmes, entre eles o Vingador do Futuro, refilmado em 2013.

Dick é o autor de Ficção Científica mais filmado por Hollywood, com várias de suas obras adaptadas, como, por exemplo, Blade Runner, a partir do romance Do the androids dreams with electric sheep?

O sucesso do filme e maneira de Dick escrever chamaram a atenção dos produtores e tivemos uma boa safra de filmes, nem sempre muito fiéis ao texto do autor, porém com ótimos resultados.

Lembramos a você a preço de atacado

Este conto, publicado em 1966 deu origem ao Filme O Vingador doFuturo (Total Recall) em 1990 e refilmada em 2013. Quem viu o filme e lê o conto tem a sensação que falta algo, pois o conto abrange até mais ou menos a metade do filme e o desfecho é bem diferente. Os roteiristas conseguiram dar uma dimensão ainda maior para ambiguidade do personagem e das múltiplas realidades em que ele vive.

Segunda variedade

Este conto, escrito em 1953, deu origem ao filme Screamers –Assassinos Cibernéticos, de 1995. Não vi o filme. O conto, fruto da Guerra Fria, tem como pano de fundo uma longa guerra entre russos e americanos. Os americanos desenvolveram uma arma cruel, um robô chamado “garra”, uma pequena esfera de metal cuja única função era matar qualquer ser vivo, desde que não tivesse uma identificação especial (detalhe aproveitado num dos episódios da série Doctor Who). Spoiler: o problema é que estas armas começaram a evoluir e a modificar a si mesmas tornando-se uma ameça para ambos os lados. Suspense bem construído e final surpreendente (talvez não tanto para os fãs de Dick).


Conto de 1953, deu origem ao filme de mesmo nome de 2001. Outro filme que não vi. A Terra está numa situação de equilíbrio instável (metáfora pra a Guerra Fria) com uma força alienígena que pretende invadi-la. Spoiler: Um engenheiro pode ter sido substituído por um robô-bomba que poderá explodir assim que for dita por qualquer pessoa uma frase chave. O problema maior é que o robô pode desconhecer sua própria natureza, acreditando piamente ser quem está substituindo.

Relatório minoritário

Escrito em 1956 e filmado em 2002 com o nome Minority Report, o conto trata de um sistema policial onde através do uso dos precogs, seres humanos com retardo mental, mas dotados de vidência. Isso permite prender uma pessoa antes que ela cometa um assassinato. São três videntes e a pessoa é detida se pelo menos dois deles têm a mesma previsão. O relatório divergente é o relatório minoritário. No conto, o comissário Anderson, responsável pela divisão pré-crime, é acusado pela própria seção que dirige, de assassinar uma pessoa que não conhece. Tudo é parte de uma trama para desmoralizar o sistema. O conto se concentra na tentativa de Anderson de encontrar o relatório minoritário.

No filme, há alguns acréscimos importantes, que alteram a motivação da trama, e um final diferente. Todavia o resultado é muito bom.


Conto de 1953 e filmado em 2003. Um homem trabalhou dois anos para uma empresa, teve sua memória apagada e recebe em vez de pagamento um saquinho com bugigangas. Segundo seus empregadores, o adendo no contrato foi feio por ele mesmo, antes de ter sua memória apagada. Ele se sente engando, porém cada um daqueles objetos terá uma utilidade crucial no futuro, como se ele, ao pedir aquelas coisas, já soubesse o que iria lhe acontecer. O conto se concentra em desvendar pouco a pouco a função dos objetos e o que realmente ele fez durante aqueles dois anos. O protagonista está prensado entre o governo e uma empresa gigantesca e se sente uma engrenagem nesse jogo. De todos os contos, foi este o que mais me prendeu a atenção.

O homem dourado

Escrito em 1954, deu origem ao filme O Vidente (Next) em 2007. Uma família esconde um mutante, um rapaz de pele dourada, pois a política do governo é capturar para estudo e exterminar os mutantes “inapropriados” (quase todos). A capacidade deste mutante é prever tudo o que vai lhe acontecer com uma precisão incrível. O conto tem o mérito de apresentar, contrariando o padrão da época, um mutante belo, aparentemente inofensivo, como uma real ameaça ao futuro da espécie humana. Esta visão e a postura do governo no conto certamente influenciou X-Men.

Quem elu este conto deve ter tido um leve deja-vù: “tem algo que eu já vi em outro lugar”. Viu mesmo. Na primeira versão de O Vingador do Futuro: os mutantes de Marte.

Equipe de Ajuste

Também escrito em 1954, o filme deu origem a Os Agentes do Destino. Um homem chega atrasado ao trabalho e vê seu mundo literalmente desmoronar. Ele inadvertidamente foi colocado no meio de uma intervenção de uma espécie de administradores da realidade. Este conto tem um tom mais leve, com traços de humor. Alguns dos personagens são caricatos, como o cão que deve evocar um evento ou o vendedor de seguros que faz o protagonista perder seu tempo. E a organização que cuida do processo é uma caricatura de uma organização burocrática. Foge um pouco ao tom normal de Dick, que raramente usa o humor, e quando usa é de maneira cínica.

Conclusão

Destes filmes, só via as duas versões de O Vingador do Futuro e Minority Report. Mais do que adaptações, estes dois filmes foram recriações muito bem realizadas.

Dick tem algumas coisas que lhe são próprias, que aparecem nestes contos:
  • Questionamento da realidade (nada é o que parece ser);
  • Questionamento do destino da humanidade;
  • Paranoia frente a julgamento de terceiros, sem possibilidade de defesa (sobretudo em Minority Report).

No todo, os contos são bastante interessantes e a ideia de reuni-los num único volume chega a ser didática, tanto para os apreciadores destas obras no cinema como para os fãs de Philip K. Dick.

Os textos são precedidos de um comentário que contextualiza as obras tanto na literatura como no cinema e o livro apresenta o final alguns comentários do autor sobre cada um dos contos. Está no final por que Dick deu vários spoilers, mas é interessnate para ver como o autor vê sua própria obra.


Um bom trabalho da editora Aleph.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Ender´s Game – O Jogo do Exterminador

Ender´s Game – O Jogo do Extermiandor
Título Original: Ender´s Game
Direção: Gavin Hood
Roteiro: Gavin Hood baseado no romance Ender's Game de Orson Scott Card
Elenco: Asa Butterfield, Hailee Steinfeld, Ben Kingsley, Viola Davis, Abigail Breslin, Harrison Ford
Duração: 114 minutos

Sinopse: A Terra no passado foi invadida por uma raça de insectóides, os Formics. O governo, temendo uma nova invasão, treina na arte da guerra as crianças superdotadas, para formar um exercito capaz de resistir a uma nova invasão. Ender Wiggins é escolhido por algumas características especiais, que o tornariam apto a comandar um ataque aos insectóides quando fosse o momento.

Filme é baseado na obra de Orson Scott Card de mesmo nome, publicado originalmente pela Devir.

Como adaptação, talvez desagrade alguns os fãs do livro, por excesso de expectativas, já que um grande livro deve gerar um grande filme. Desde já digo: o filme é bom e os pontos fracos ficam por conta de se tentar espremer mais de 300 páginas em menos de duas horas de filme.

Foram cortados todos os dramas paralelos de seu irmão e de sua irmã, boa parte das lutas na arena de gravidade zero (um dos pontos altos do filme) e da interação escolar de Ender com seus colegas. Isso acaba por não aprofundar o personagem e a sua motivação tem que ser explicada por outros personagens, em geral adultos.

Esta narração feita através de personagens acaba por prejudicar um pouco o desfecho do filme, quase dando um spoiler completo antes da batalha final (o espectador ao meu lado disse “sacanagem” ao perceber o que iria acontecer).

Os pontos fortes do filme são as lutas na arena de gravidade zero, as cenas da batalha final e atuação impecável de Asa Butterfly, sobretudo no final, onde ele deu o melhor de si.

Trailler

Nerd Shop

O Jogo do Exterminador. Orson Scott Card. Editora Devir. Livraria Cultura.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Hobbit – A Desolação de Smaug

O Hobbit – A Desolação de Smaug
Título Original: The Hobbit: The Desolation of Smaug
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Guilhermo del Toro e Peter Jackson
Direção: Peter Jackson
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Benedict Cumberbatch, Richard Armitage, Lee Pace, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Luke Evans, Evangeline Lilly, Hugo Weaving

Sinopse: Gandalf, Bilbo e o grupo de anões liderados por Thorin estão a caminho da Montanha Solitária para tentarem recuperar a joia Pedra Arken, que poderá legitimar Thorin o rei de Erebor. A pedra está no meio do tesouro guardado pelo dragão Smaug.



Atenção Spoiler!

Gandalf deixa o grupo para descobrir a origem do Necromante. Os anões e Bilbo tem que atravessar a Floresta das Trevas, infestada por aranhas gigantes e são aprisionado por Elfos, inimigos históricos dos anões.

Surge entre os personagens Tauriel, uma elfa guerreira, que não existe no livro original. A razão dela estar ali, segundo os próprios roteiristas, é para equilibrar a excessiva presença masculina. Ela seria mais uma “smurfete” se não tivesse sido muito bem elaborada e igualmente bem interpretada por Cate Blanchett. O único deslize é a motivação da heroína: ela segue o grupo pelo interesse afetivo por Kili, um dos anões. E é seguida por Legolas que tem um interesse afetivo por ela. Contudo Tauriel tem uma percepção um pouco mais abrangente da realidade e da necessidade dos elfos deixarem de ser omissos.

Bilbo faz o uso do anel e ajuda os Anões a escaparem e são ajudados por Bard, um barqueiro descendente do arqueiro que protegia a Cidade do Lago contra os dragões. Este arqueiro, segundo a visão dos anões, errou o alvo e permitiu que Smaug sobrevivesse.

Enquanto isso, Gandalf é aprisionado pelos Orcs e tem um encontro com a verdadeira força por trás do Necromante.

Os anões descobrem a entrada da caverna onde o dragão dorme e Bilbo deve descer sorrateiramente ao covil de Smaug e apanhar a joia. Começa o ponto mais alto do filme: Bilbo acorda acidentalmente o dragão e tem que usar de toda a sua artimanha pra conseguir achar a pedra e se livrar do dragão. Após uma longa caça de gato e rato, os anões interveem e inciai uma luta entre eles e Smaug.


Conclusão

O Hobbit enquanto filme cumpre excepcionalmente bem seu papel: tem imagens magníficas, aventura, mistério, suspense, uma boa dose de humor e até um pouquinho de romance.

Smaug foi excepcionalmente bem construído, com movimentos bem naturais e expressões faciais de acordo e uma voz – interpretada por Benedict Cumberbatch – que a maioria de nós imagina que um dragão deve ter.

A sequencia de cenas, desde a descida de Bilbo até o covil até o encontro entre os anões e a fera é de tirar o folego.

É um filme excelente mas não espere fidelidade total ao livro nem a grandiosidade de o Senhor dos Anéis. Lembre-se de que, apesar das ligações entre as duas histórias, O Hobbit é uma outra história em um outro filme. Comparar só vai gerar frustrações.

Desligue o Nerd xiita e curta o filme!

Nerdshop

O Hobbit Quadrinhos – Livraria Cultura.
O Hobbit – Livro Ilustrado. Livraria Cultura
O Hobbit – Livro. Livraria Cultura
O Hobbit, Uma jornada Inesperada – DVD
O Hobbit, Uma Jornada Inesperada – Blue Ray


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Thor: O Mundo Sombrio


Thor: O Mundo Sombrio
Título Original: Thor: The Dark World
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Cristopher Yost, Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins,
Jaimie Alexander, Idris Elba, Christopher Eccleston, Kyle Jacobs, Ray Stevenson, Stellan Skarsgård, Zachary Levi, Tadanobu Asano
Ano de produção: 2013
Duração: 112 min

Considerando o mito clássico do herói, há coisas que o herói não pode fazer. Seja por violar um rígido código de ética, seja por ser incapaz de entender a maldade em seu plenitude por estar perto demais da Luz. Poucos heróis conseguem descer ao Inferno e voltar.

Este é o tema que norteia o segundo filme de Thor. Antes de haver Luz, havia o caos e as trevas, que eram governadas por Malekith, o Elfo Negro. Numa batalha sangrenta contra as forças da Luz, comandadas pelo pai de Odin, o Elfo Negro foi derrotado e aprisionado e seu poder máximo, o Eter, confinado em uma estrutura rochosa. Com isso, o universo dos nove reinos ficou em equilíbrio por milhares de anos.

Todavia um fenômeno natural, um alinhamento planetário entre os noves reinos pode libertar o Elfo Negro, permitindo-o resgatar o Éter e dar-lhe poder para ele destruir todo o universo.

Para derrotar estas forças, Thor precisa do auxílio de Loki, pois ele é capaz de burlar tanto a vigilância de Odin sobre Asgard como de enfrentar o Elfo Negro em seu próprio reino, o Mundo Sombrio. Poderá Thor confiar no irmão? Loki terá a firmeza necessária para não ceder a tentação de trair o irmão?

O filme conta muito bem essa história, com algumas surpresas e reviravoltas, imagens belíssimas de Asgard, uma atuação brilhante de Tom Hiddleston, que interpreta com maestria Loki, lutas de tirar o folego e um humor cínico garantido por Loki (e às vezes pelo próprio Thor) e o humor quase pastelão pelas trapalhadas de Erik Selvig, Darcy Lewis e seu estagiário que manipulam a abertura dos portais de maneira desastrada, às vezes interferindo na luta entre Thor e Malekith de forma hilariante.

Um filme sobretudo divertido.


Thor, o Mundo Sombrio - trailler

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mundo Nerd – Número 1

A revista Mundo Nerd será oficialmente lançada amanhã, mas alguns exemplares foram vendidos no Mercado de Pulgas, ocorrido no último fim de semana.
A ideia dos editores é reunir matérias que retratem o que os nerds buscam: HQs, cinema, séries televisivas.
Faltaram três coisas importantes: RPG, Games e, principalmente, Literatura fantástica (tratada na revista apenas como suporte ao cinema).
O recorte que os editores fizeram contudo está bem elaborado, com informações relevantes, tanto no que se refere aos futuros lançamentos, com em matérias que procuram dissecar um universo relevante para os nerd, como é o caso da série Big Bang Theory e séries nerds no mesmo estilo, na matéria Nem só de Big Bang Theory vivem as séries nerds, assinada por André Romano, e o da Pixar na matéria A Incrível História da Pixar, assinada por Eduardo Trivella.
Na linha dos lançamentos futuros podemos destacar a matéria Reinado dos Heróis, que mostra sinopses de filmes que estrearam neste no próximo ano, envolvendo heróis como Thor, Capitão América, Vingadores e outros, dentro e fora do universo Marvel.
Na linha de HQs vale destaque a matéria A Liga Pop, assinada por Mauríco Muniz, que fala sobre a nova aventura da Liga Extraordinária, HQ de cunho retro futurista que mistura personagens históricos, personagens de ficção do século XIX, tecnologias inusitadas e anacrônicas, escrita pelo genial Alan Moore e desenhada por Kevin O'Neal.
No cinema, além das adaptações dos quadrinhos temos uma matéria que trata dos futuros lançamentos de Ficção Científica que ocorreram em 2013 e 14. Por ela ficamos sabendo que infelizmente ocorrerá um Independece Day 2 e vários avatares ao longo dos próximos anos.
Há como toda revista, pequenas matérias que focam curiosidades e notícias rápidas e um quiz nerd, na seção DNA Nerd. Este quiz na minha opinião está no nível very easy, creio que por se tratar de um primeiro número, para que alguém que pretende ser nerd e pegue a revista pela primeira vez não se sinta tão divorciado deste universo.
Há muitas outras matérias de importância, envolvendo Walking Dead e filmes de horror, Star Wars, Star Trek, filmes baseados em livros e muito mais.
O lançamento da revista oficial será dia 23 de agosto, sexta feira, no mezanino da loja Geek.Etc.Br , na Av. Paulista, 2073, em São Paulo.
O que: Lançamento da Revista Mundo Nerd
Quando: 23 de agosto, Sexta feira (amanhã!), às 19 horas.
Onde: Av. Paulista, 2073, em São Paulo



domingo, 14 de julho de 2013

O Cavaleiro Solitário – Nem só o índio é Tonto

O Cavaleiro Solitário
Título Original: Lone Range
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe, Ted Elliott,Terry Rossio
Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer,Tom Wilkinson, William Fichtner, Ruth Wilson e Helena Bonham Carter
Ano: 2013
Duração: 149 min.

Sinopse: O advogado John Reid, após uma desastrada tentativa de impedir a fuga de um prisioneiro de um trem fica literalmente ligado – por meio de correntes – ao índio Tonto. John Reid coloca Tonto na cadeia e, a seguir, participa de uma patrulha comandada por seu irmão. Essa patrulha é vítima de uma emboscada sendo todos mortos menos John, que fica gravemente ferido. Ao ser salvo por Tonto, é convencido pelo índio a agir nas sombras, usando máscara, para perseguir o vilão.
Quem conhece o Cavaleiro Solitário vai estranhar algumas coisas. Em primeiro lugar, o Tonto é realmente “tonto”, bem diferente do antigo seriado e das HQs onde é um índio valente e inteligente. Não se podia esperar outra coisa já que o Tonto é interpretado por Johnny Depp. E, em segundo lugar John Reid é igualmente tonto, fazendo os dois uma dupla de atrapalhados.
O enredo se concentra na origem do herói e sua transformação de um advogado agarrado à letra da lei em um justiceiro mascarado e o ajuste da dupla, com vai em vem conflituoso de valores e de maneiras de agir, até os dois encontrarem um denominador comum.
O filme tem ares de iconoclasta, já que questiona o papel do exército no conflito indígena com um general que é a caricatura do General Custer, o falso moralismo dos evangélicos da época – numa cena invadem um prostíbulo apenas por que um “pagão” (Tonto) está lá dentro – e a ganância dos empresários ligados à ferrovia. Mas isso é “chutar cachorro morto”, já que isso vem sendo feito há décadas, desde Pequeno Grande Homem e Dança com os Lobos.
Há um apêndice meio fora de contexto. Tonto reclama o tempo todo que “a natureza está em desequilíbrio”, e às vezes isto ser mostrado de maneira bizarra, embora renda algumas piadas.
Aliás, o humor é tônica do filme. A visão de mundo ingênua de John leva-o a fazer atos realmente temerários. Tonto, por sua vez, apega-se aos costumes tribais da maneira que melhor lhe convém, contando com a ignorância do amigo nestes aspectos. Isso fica evidente quando são capturados por Comanches.
As cenas de ação são bem dirigidas e emocionantes, sobretudo a perseguição e luta nos trens no final, com uma cavalgada sui generis do Cavaleiro Solitário sincronizada com a música “A Cavalgada”, da ópera Guilherme Tell, num timming perfeito (esta música era usada como abertura do seriado dos anos 50).




Trailler

Curiosiodades Nerds
No Brasil nos anos 60 passou na TV um seriado chamado Zorro, que nada mais era do que O Cavaleiro Solitário. O nome Zorro foi escolhido porque Lone Range – cuja tradução poderia ser “patrulheiro solitário” – soava meio sem sentido. Eu também achei, porque o título de Cavaleiro Solitário não correspondia à verdade: ele não era tão solitário assim, pois tinha um companheiro. Porém isso tem a ver a natureza dos “rangers”: eles andavam sempre em grupo. O filme resgata isto.
Seriado dos anos 50-60

Não tiveram o mesmo cuidado como o nome Tonto, que tem conotação pejorativa em português. Por este motivo, nos países de língua hispânica, Tonto tem o nome de Toro. No filme, John Reid faz menção a este significado em uma das cenas.
O Besouro Verde é do mesmo criador de Cavaleiro Solitário (George W. Trendle). Há paralelos óbvios: ambos usam máscaras, tem um companheiro exótico, são justiceiros e... tem o mesmo sobrenome (a identidade secreta dele é Britt Reid).
Quando o seriado tradicional do Zorro estreou no Brasil, as chamadas anunciavam “o Zorro de Walt Disney” para diferenciá-lo do Cavaleiro Solitário.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Homem de Aço – Nem o Super Homem salva


O Homem de Aço
Título Original: Man of Steel
Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan e Jerry Siegel & Joe Shuster (criadores do Superhomem)
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Russell Crowe

Sinopse: O filme reconta pela enésima vez a origem do Super Homem. Jor-El, percebendo que seu planeta (Krypton) ia explodir, envia seu filho recém nascido, Kal-El em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra. Concomitantemente, o General Zod tenta derrubar o poder e fracassa em seu intento e é preso na Zona Fantasma (espécie de prisão dimensional).

A criança foi encontrada pelo casal Kent que dá a ele o nome de Clark e tenta mantê-lo longe de confusões, causadas pelos seus poderes. Quando se torna adulto, ele busca se manter isolado, já que seus poderes podem causar medo nas pessoas. Ao atingir a idade de 33 anos Zod consegue localizá-lo e chantageia a Terra, obrigando Clark a se mostrar.

O Super Homem de Zack Snyder é o típico Salvador. Seus pais tanto naturais como adotivos deixam isto bem claro. E ,para completar, há falas de outros personagens e do próprio Super Homem e alguns detalhes (por exemplo ele tem exatos 33 anos, aparece alguma vezes de barba, tendência ao sacrifício, etc..) que o aproximam de uma figura religiosa bastante conhecida.

Ele pode ser um Salvador, mas não consegue salvar o filme de um roteiro fraco.

A partir da metade do filme são batalhas entre terrestres e os alienígenas comandados por Zod e lutas corpo a corpo do Super Homem com eles. Esta lutas lembram muitas lutas do animê Dragon Ball (adversários jogados longe e fazendo buracos no chão), luta com máquinas que lembram Matrix e o Zod às vezes parece o Hulk. 

Pancadaria pura.




sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma História de Amor e Fúria


Uma História de Amor e Fúria

Direção: Luiz Bolognesi
Roteiro: Luiz Bolognesi
Direção de Arte: Anna Caiado
Elenco (vozes): Selton Mello, Camila Pitanga, Rodrigo Santoro, Bemvindo Sequeira, Marcos Cesana e Sérgio Moreno

Sinopse: Um Guerreiro Tupinambá, em reencarnações sucessivas, luta para salvar seu povo e reencontrar seu amor, a índia Janaína, em quatro momentos, numa batalha contra os portugueses; no século XIX, durante a balaiada; nos anos 60 e 70, na ditadura militar e em 2096, numa rebelião futura contra o controle da água doce no Rio de Janeiro.

Luiz Bolognesi concebe esta história a partir da visão mitológica indígena. Assim, a reencarnação do guerreiro se dá através de uma dádiva, presente de um dos seus deuses. Assim, ele se transforma em um pássaro uirapuru a cada morte ou momento de grande perigo e o encantamento é quebrado assim que Janaína ouve seu canto. O vilão é uma entidade mistica chamada Anhangá, um demônio de contornos cosmológicos, que se alimenta da morte e destruição, mas não mostra a sua face, preferindo usar como intermediários alguns humanos. Podemos apenas reconhecê-lo pelo rastro de destruição que deixa.
Outro ponto de vista que é levado em conta é o dos derrotados, uma visão normalmente excluída da história oficial (contada do ponto de vista dos ganhadores).
Declarações do Diretor para a Revista do Cinema Brasileiro
Assim, no primeiro episódio, tomamos contato com a estratégia dos portugueses, qua acabou por dizimar os Tupinambás. O diretor não idealiza o indígena, pois mostra também que eles tem suas brigas internas pelo poder e não esconde nem minimiza o canibalismo dos Tupinambás. Neste episódio, aparece a primeira frase que pode definir o filme: “Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”.

No segundo, temos uma visão diferente do Duque de Caxias, responsável pela organização do exercito brasileiro, mas que tem justamente sua primeira ação durante a balaiada. E ela é contra o povo brasileiro e não uma resposta a uma ameça externa. Aliás este é o episódio mais emblemático dos quatro contados, já que a balaiada, além de fazer surgir o exército, fez surgir seu contraponto, o cangaço, segundo a visão de alguns historiadores, compartilhada por Luiz Bolognesi.

No terceiro, coloca a ditadura militar contrapondo com o idealismo dos guerrilheiros e a posterior formação do Comando Vermelho, a partir do contato de marginais com os presos políticos. Aqui aparece a segunda frase: “Meus heróis não viraram estátua, morreram combatendo os que viraram”.

No quarto e último episódio são colocadas em foco algumas tendências para um futuro distópico: milícias paramilitares particulares legalizadas, valorização da água como recurso e a sua escassez gerada justamente pela sua super-exploração e controle por parte de uma elite. E, consequentemente, uma resistência. E aqui, a terceira frase que define o filme: “Mesmo sem perceber todo dia a gente está lutando por alguma coisa”.

A animação está muito boa, mostrando esmero com qual a produção foi cuidada e o talento e habilidade dos seus criadores e executores. Nela percebe-se claramente algumas influências (que Luiz Bolognesi mesmo aponta): quadrinhos europeus, produções americanas (Disney, por exemplo) e estrutura de animês (o uso de pouca movimentação sem perder a dramaticidade da cena).
Trailer
Percebe-se também uma variação principalmente no colorido e traços no ambiente da narrativa, como se cada uma das quatro histórias representasse uma fase diferente do herói, dando a impressão que ele evolui ao longo de seus 600 anos.
Em suma, uma excelente animação, com uma excelente história, que nos faz, principalmente pensar em nossa própria história (a nacional e a pessoal).
Qual é a sua luta?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Star Trek – Into the Darkness



Star Trek – Into de Darkness está gerando um misto de expectativas dos fãs. Alguns esperam muito, outros estão com reservas. 

O trailer em si está magnífico, fazendo apostar num filme visualmente bonito. Observe uma das cenas iniciais, onde um Kirk mais jovem salta para as águas do mar e outra mais para o final do trailer, onde ele salta de um edifício. Quem fez o trailer é muito inteligente.





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Django - Tarantino homenageia o Western Spaghetti


Django Livre
Título Original: Django Unchained
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Walton Goggins, James Remar
Produção: Estados Unidos
Ano: 2012


Sinopse: Um caçador de recompensas de origem alemã, encontra-se com um mercador de escravos, pois entre os escravos está Django, uma pessoa que é capaz de reconhecer três foragidos da lei, com a cabeça a prêmio. Django é libertado e os dois passam a ser parceiros.

Em meados dos ano 1966 os italianos causaram uma grande quebra de paradigma num dos pilares da cultura norte americana: criaram o western spaghetti. O estilo italiano de fazer western era: enredos simples, caracterização dos personagens sem glamour (feios, sujos e mal vestidos), cenários igualmente decadentes (ruas enlameadas, casas e comércio toscos) e muita violência.

Um dos filmes que estabeleceu os parâmetros foi Django, do diretor Sérgio Cobburci. Ele contém todas as características apontadas especialmente na questão “violência”: mulheres sendo chicoteadas, mãos esmagadas e principalmente, tiroteios, a ponto de ser banido na Inglaterra até 1993.


Um prato feito para Tarantino, que acrescentou um dedo a mais de sangue, sua assinatura. Tarantino não se propôs a simplesmente refilmar Django. Deu um novo contexto, situando-o no conflito racial pré Guerra da Secessão, deu-lhe novos inimigos e uma motivação de salvar sua esposa e não vingá-la (como no original) e um companheiro de luta alemão. Acrescentou uma boa dose de humor, por fim, mudou a etnia do personagem: Django agora é um escravo fugitivo. Mas manteve a sua principal característica: o personagem fala pouco e atira muito. E seus diálogos parecem tiroteio.

Sabiamente, Tarantino manteve a trilha original, um dos pontos altos da primeira versão de Django, mas perdeu ao não usar o caixão que Django carregava no início do filme, arrastando-o atrás de si (a cena foi aproveitada até num filme brasileiro da Boca do Lixo, o hilariante Um pistoleiro chamado Papaco).

As atuações dos atores estão primorosas, com destaque para o vilão, Mr Candie, representado o por Leonardo DiCarpio.

Um detalhe: Franco Nero, que representou o primeiro Django, faz uma ponta no filme. Os dois “Djangos” tem um diálogo, algo assim:

– Qual é seu nome?
– Django.
– Soletre.
– D-J-A-N-G-O. O D é mudo.
– Eu sei.

Um bom filme. Uma excelente homenagem ao gênero.





segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Total Recall – Vingando o futuro pela segunda vez


Título original: Total Recall
Diretor: Len Wiseman
Roteiristas: Kurt Wimmer, Mark Bomback (baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale, de Phllip K. Dick)
Elenco: Colin Farrell, Bokeem Woodbine and Bryan Cranston

Sinopse: Após uma guerra química, a Terra está dividida em apenas dois lugares onde a sobrevivência é possível: a Federação Unida da Bretanha (com um território correspondente a parte da Europa, e do outro lado do mundo, onde seria hoje a Austrália, A Colônia. A comunicação entra as duas e feita por um sistema de transporte que atravessa o eixo da Terra. Esta oposição marca também uma divisão de classes bem clara: os habitantes da colônia fornecem trabalhadores para a Federação. Denis Quaid, um trabalhador numa fábrica de robôs, sonha cvom uma vida melhor e decide usar os serviços de uma agência de viagens ilusórias, a Total Recall. A partir de então seus sonhos e a realidade se misturam de tal forma que nem sua própria identidade pode ser real.

O filme é uma refilmagem de um clássico de FC com o mesmo nome, feito em 1990, tendo Arnold Schwarzenegger no papel de Quaid. Na época os exibidores brasileiros, para aproveitar o vácuo de O Exterminador do Futuro escolheram o título infeliz de O Vingador do Futuro, como se o filme não pudesse andar com as próprias pernas.


Total Recall – 1990

Por ser uma refilmagem, os exibidores atuais  resolveram manter o nome torto. Eu particularmente acho o título original do filme genial, pois transmite a ideia de recuperação de memória como a chamada de consumidores para uma correção um erro de um produto. Pelo título, já saberíamos que alguma coisa iria dar muito errada.

Assumindo o papel do agente duplo Hauser, Quaid, um homem comum, passa já dentro da própria Recall a assumir uma vida cheia de perigos, justamente. aqueles que ele escolheu para compor seu sonho.

O enredo é típico de Dick: nada pode ser considerado real. Será que a(s) vida(s) do agente Hauser (papel assumido por Quaid no sonho da Recall) são mais verdadeiras que a do operário?

O filme não decepciona nem um novo espectador, nem aqueles que conhecem a obra original. O diretor optou por manter a estutura original, mundando alguns pontos do enredo e recheando-o com referências ao filme anterior (por exemplo, não usou Marte como cenário, mas citou isso numa das conversas sobre a Rekall).

O filme também tem referências a Blade Runner (cenário cosmopolita decadente, uma das armas usada por Hauser, alguns trechos da trilha sonora e outros easter eggs), Hulk (corridas nos telhados de casa pobres lembrando favelas), uma bem sutil ao filme A Origem (aliás, que também que trata da dubiedade do que é real e o que é imaginário).

Comparações

Isso é inevitável. A nova versão acertou a mão em escolher o ator, Colin Farrell, que, ao contrário de Schwarzenegger, dá mais verossimilhança à trama, pois tem a aparência e expressões faciais e corporais de uma pessoa comum que se vê às voltas com uma situação incomum.

Já na primeira versão, a dúvida entre o que que é real ou o que é imaginário é bem mais marcada, fazendo o espectador ficar confuso até o último instante (e depois também...).

Na nova versão apesar disso também estar presente, há um pouco mais ênfase na situação política (já que a Austrália é bem mais perto que Marte e a população em risco não é formada por mutantes e sim trabalhadores). E, por não haver mutantes, não há muitos efeitos de maquiagem.

Em relação à ação, embora os dois filmes sejam voltados para isso, na versão mais nova o ritmo é mais rápido e as ações mais espetaculares.


Total Recall - Trailer 2012