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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Thor: O Mundo Sombrio


Thor: O Mundo Sombrio
Título Original: Thor: The Dark World
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Cristopher Yost, Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins,
Jaimie Alexander, Idris Elba, Christopher Eccleston, Kyle Jacobs, Ray Stevenson, Stellan Skarsgård, Zachary Levi, Tadanobu Asano
Ano de produção: 2013
Duração: 112 min

Considerando o mito clássico do herói, há coisas que o herói não pode fazer. Seja por violar um rígido código de ética, seja por ser incapaz de entender a maldade em seu plenitude por estar perto demais da Luz. Poucos heróis conseguem descer ao Inferno e voltar.

Este é o tema que norteia o segundo filme de Thor. Antes de haver Luz, havia o caos e as trevas, que eram governadas por Malekith, o Elfo Negro. Numa batalha sangrenta contra as forças da Luz, comandadas pelo pai de Odin, o Elfo Negro foi derrotado e aprisionado e seu poder máximo, o Eter, confinado em uma estrutura rochosa. Com isso, o universo dos nove reinos ficou em equilíbrio por milhares de anos.

Todavia um fenômeno natural, um alinhamento planetário entre os noves reinos pode libertar o Elfo Negro, permitindo-o resgatar o Éter e dar-lhe poder para ele destruir todo o universo.

Para derrotar estas forças, Thor precisa do auxílio de Loki, pois ele é capaz de burlar tanto a vigilância de Odin sobre Asgard como de enfrentar o Elfo Negro em seu próprio reino, o Mundo Sombrio. Poderá Thor confiar no irmão? Loki terá a firmeza necessária para não ceder a tentação de trair o irmão?

O filme conta muito bem essa história, com algumas surpresas e reviravoltas, imagens belíssimas de Asgard, uma atuação brilhante de Tom Hiddleston, que interpreta com maestria Loki, lutas de tirar o folego e um humor cínico garantido por Loki (e às vezes pelo próprio Thor) e o humor quase pastelão pelas trapalhadas de Erik Selvig, Darcy Lewis e seu estagiário que manipulam a abertura dos portais de maneira desastrada, às vezes interferindo na luta entre Thor e Malekith de forma hilariante.

Um filme sobretudo divertido.


Thor, o Mundo Sombrio - trailler

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ragnarök – O Crepúsculo dos Deuses


Ragnarök – O Crepúsculo dos Deuses
Um Introdução à Mitologia Nórdica
Autor: Mirella Faur
Editora: Cultrix
Ano: 2010
432 páginas

Sinopse: A mitologia nórdica hoje em dia está mais presente por causa das HQ que envolvem Thor, do game Ragnarök e da prática da leitura de Runas, mas estas manifestações são uma releitura moderna das atingas tradições. As origens da mitologia nórdica estão na pré história, juntando lendas e tradições xamânicas dos chamados povos do Norte. Infelizmente há poucos registros históricos e a tradição oral, devido à absorção pelo cristianismo e a proibição das antigas práticas com perseguição a seus praticantes, foi deturpada, transformando-se em lendas folclóricas e contos de fadas, ou simplesmente esquecida. A proposta da autora foi reunir e sistematizar as várias fontes, centralizando-se no mito mais documentado, que é o Ragnarök, ou o Crepúsculo dos Deuses.

Ragnarök seria o equivalente a o Fim do Mundo, um mito compartilhado por diversas crenças, inclusive o cristianismo (que vive procurando datas para alarmar os fieis) e seria uma batalha entre todos os deuses, gigantes e outros seres mitológicos. No final da batalha há uma renovação do panteão, já que vários deuses morrem no processo e serão substituídos. E nós pobres mortais, temos o azar de estar em dos campos de batalha desta guerra, mas seremos beneficiados com a reconstrução do Universo.

Segundo a autora, os mitos dos povos nórdicos “são permeados pela profunda compreensão e resignada aceitação dos desígnios do destino, da transitoriedade da vida e da inexorabilidade da morte, às cujas leis eram submetidos todos os seres vivos e os próprios deuses.”

A mitologia nórdica é fruto das condições extremas em que viviam estes povos, com invernos rigorosos e verões muito curtos. Dá pra entender por que os inimigos dos Deuses eram os Gigantes de Gelo. Os Deuses não são perfeitos, Thor é fanfarrão e imprudente, Odin é vingativo e mulherengo, Loki é bastante ambíguo, já que ora é fundamental na resolução de um conflito a favor dos deuses, ora é justamente a causa do problema.

A autora discorre sobre o assunto descrevendo desde os povos nórdicos e suas origens, passando pela cosmogonia, pelo panteão, explicando o princípio masculino e o princípio feminino e indo até o calendário das suas celebrações.

O texto é agradável de se ler até nas partes “enciclopédicas”, onde são descritos um a um os deuses e outros seres.

Uma obra fundamental para quem quer se aprofundar nesta mitologia, ou simplesmente buscar inspiração para escrever.

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Ragnarök – O Crepúsculo dos Deuses. Mirella Faur. Editora Cultrix.