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sábado, 11 de junho de 2011

Scott Pilgrim - saga completa e filme

Scott Pilgrim contra o mundo
(saga completa 3 volumes no Brasil, 6 volumes no Canadá)
Autor: Brian Lee O’Malley

Titulo Original:

Scott Pilgrim´s Precious litle life – vol 1
Scott Pilgrim’s VS. The world – vol 2
Ano:     2010 Brasil
            2004 Canadá


Scott Pilgrim & the infinite sadness – vol 3
Scott Pilgrim gets it together – vol 4
Ano:      2010 Brasil
            2004 Canadá

Scott Pilgrim VS the Universe – vol 5
Scott Pilgrim finest hour – vol 6

Ano:      2011 Brasil
            2005 Canadá

Editora:  Companhia das Letras





Filme: Scott Pilgrim contra o Mundo
Título original: Scott Pillgrim vs. The World
Roteiro e Direção: Edgar Wright baseado na HQ de Brian Lee O’Malley
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Chris Evans.
Duração: 112 min
Ano: 2010

Sinopse: Scott Pilgrim, um rapaz comum de 23 anos, apaixona-se por Ramona. Tudo seria tranqüilo se ela não tivesse sete ex-namorados do mal, que ele terá que vencer se quiser continuar com a moça.

O mote já mostra a influência mais marcante de Scott Pilgrim: a cultura do vídeo game. Para atingir um objetivo, Scott terá que passar por várias fases em dificuldade crescente até o confronto final, que como não poderia deixar de ser, é um vilão superpoderoso.



A outra influência marcante é no traço, que lembra muito o estilo mangá.


E a terceira influência é rock. Scott faz parte de uma banda medíocre, a Sex Bob-Omb, que quer “explodir para o mundo”. Só que sua música é sofrível (tanto para quem ouve como para quem toca), o que torna o esforço de Scott patético. Quase todas as cenas em que aparece a banda são muito engraçadas.



A trama esta centrada no confronto que é uma metáfora para o processo de amadurecimento de Scott. Ele começa o mangá namorando uma menina de 17 anos, Knives Chao,  após ter tido uma decepção amorosa com Envy. Ao ver Ramona, se apaixona por ela instantaneamente, mas não sabe o que fazer com Knives. Scott meterá os pés pelas mãos inúmeras vezes, conseguindo magoar todas as garotas que passam pela sua frente.

Seria uma simples história de garoto-vive-experiência-sexual-que-o-torna-um-homem, se não fosse a maneira como é contada. Em Scott Pilgrim, o universo dos videogames é mais que um recurso cenográfico: ele é usado para construir metáforas para explicar comportamentos e sentimentos  dos personagens envolvidos. Eles passam por portais que o levam a outros pontos da cidade de Toronto ou a universos paralelos com muita naturalidade, ao acumularem “pontos” ganham armas e até “vida extra” e  os inimigos derrotados viram moeda, como em Mário e outros jogos, tudo isto para mostrar que Scott, ao avançar etapas, está indo ao seu amadurecimento, se tornando um ser humano mais completo, conseguindo enxergar seus erros e tentando corrigi-los.

Quem auxilia Scott no processo, como um “mestre palpiteiro”, tanto em truques para vencer a luta, como nos seus relacionamentos, é Wallace, companheiro de quarto de Scott. Um detalhe (e é apenas um detalhe, no contexto da trama): Wallace é homossexual. Isso é encarado com naturalidade por todos os personagens. O autor o colocou como tal não para causar polêmica ou erguer uma bandeira a favor ou contra esta orientação sexual. Wallace é homossexual porque simplesmente existem homossexuais no mundo.  Scott é heterossexual, embora conviva com ele, dividindo o apartamento e até a cama (apenas para dormir) e só se incomoda com o comportamento do amigo quando tem que ficar fora de casa para que Wallace possa trazer seus casos.

Cada ex-namorado representa um aspecto da personalidade de Scott que deve ser derrotado. Após derrota do último, percebemos metaforicamente a recuperação da auto-estima do personagem.

O Filme

Adaptar HQ é bastante difícil e costuma dar resultados medíocres. Isso não acontece aqui porque  Edgar Wright fez um excelente trabalho. Fundiu cenas, cortou outras e modificou várias, sem que a história perdesse sua essência e, em alguns aspectos, soube se valer da linguagem cinematográfica para dar algo mais aos quadrinhos: a ação!  As HQs são feitas de cenas estáticas que procuram insinuar movimento. O filme procura ampliar e dar vida a estes movimentos.



Por isso, filme vai agradar tanto quem leu como quem não leu a HQ, desde que não se espere uma transcrição excessivamente fiel.

Trailer Scott Pilgrim contra o mundo

Nerd Shop:

Scott Pilgrim está disponível aqui:




segunda-feira, 12 de abril de 2010

MPD Psycho

Ficha Técnica

MPD Pycho
Autores: roteiro: Eiji Otsuka / ilustracões: Sho-U Tajima
Editora: Panini
Páginas: 190


Sinopse: Com roteiro de Eiji Otsuka e ilustrações de Sho-U Tajima, MPD – Psycho  conta a história de Yosuke Kobaishe, um detetive que assume várias personalidades e investiga serial killers.

Yosuke Kobaiashi é um detetive da polícia de Tóquio, especializado em traçar profiles de assassinos (dados da personalidade do criminoso obtidos a partir do seu comportamento na cena do crime) e está investigando um assassino esquartejador em série e recebe um pacote macabro em seu escritório: sua namorada com os braços e pernas amputados.

Este fato provoca uma alteração repentina da personalidade o transformando num assassino psicopata, Shinji Nishizono , que mata a queima roupa o assassino de Yosuke Kobaiashi.

Shinji Nishizono é uma das muitas personalidades que comporão daqui para frente o personagem. A outra, que assume o controle é Amamiya Kazuhiko, um frio detetive, que passa a ajudar uma detetive particular, Machi Isono.

A sigla MPD, que corresponde a Metropolitan Police Department, também pode ser lida como Muliple Personality Disturb ou Multiple Personality Detective (subtítulo da série).

Isso já revela uma das característica da série: a ambiguidade de todos os personagens. A mocinha com ares inocentes e com hábitos alimentares naturalistas, revela-se uma canibal. A escolar púbere, uma assassina franco atiradora.

Com o caminhar da série vamos conhecendo os mais variados tipos de psicopatas e pouco a pouco percebe-se que eles tem uma ligação: um código de barras tatuado no olho esquerdo, como se fossem produtos de uma linha de montagem.

E as investigações apontam um outro ponto em comum: Lucy Monostone, um astro de rock e terrorista, de sexualidade ambígua, morto em algum momento do passado.

Outro ponto importante é um enredo complexo e emocionante, com muitas cenas chocantes, que o prende o leitor a cada exemplar.

As cenas chocantes estão por conta da exibição de cadáveres muitas vezes mutilados, mostrando a crueldade do assassino. Ante a polêmica destas cenas, o autor se posiciona, dizendo que o pior seria banalizar a morte. Se há um assassino cruel, há cadáveres.

Ainda importante é ressaltar o uso muito frequente tanto da múltipla personalidade como do comportamento psicopata, percebe-se ao longo da série, que a Sociedade como um todo é que é ambígua, com múltiplas personalidades e psicopata, da qual os personagens são vítimas e algozes.