terça-feira, 6 de julho de 2010

O Fim da Infância

O Fim da Infância
Título orginal: Childhood´s End
Autor: Arhur C. Clarke
Tradução:  Carlos Angelo
Editora: Aleph
Ano: 2010
320 páginas 

Sinopse: Quando o Homem estava prestes a dar seus primeiros passos rumo ao espaço, descobre que não está só. O céu das principais capitais do mundo amanhece coberto por enormes espaçonaves. Quem são eles, quais são as suas intenções?
Este começo parece um tanto recorrente na ficção científica. Independence Day, Distrito 9, V, para citar os mais recentes.

Isso não é por acaso. O livro de Clark foi escrito em 1953 e chegou a ser roteirizado várias vezes para ir à telona, e, segundo o próprio autor, o inicio de Independence Day foi retirado de um dos roteiros feitos para O Fim da Infância.

O contexto inicial do livro é a Guerra Fria e a corrida espacial, bruscamente interrompida com a chegada dos alienígenas. Um livro fora de época?  Com certeza não, pois a história que dali segue transcende o contexto de muitas formas, no tempo e no espaço.
Começando com o mistério de quem são os extraterrestres – Os Senhores Supremos , como são conhecidos tanto por quem os apóia, como por quem lhes faz oposição – e quais as suas intenções (aqui, a série V buscou inspiração), avançando por uma era de ouro até o desfecho de características cosmológicas, que nos faz ficar pensando por muitos dias: "Será este o destino da humanidade?"

Clark assume neste romance a característica mais marcante de sua obra (muito presente em 2001, Uma Odisséia no Espaço): uma busca de um propósito maior para o Homem e o Universo, aproximando-o de filosofias espiritualistas, sobretudo do budismo. Todavia faz isso sem uma certeza avassaladora e dogmática, a ponto de colocar uma advertência na primeira edição do livro (suprimida após a reedição de 1989): "As opiniões expressas neste livro não são as do autor".

Se em 2001 o drama é de um único indivíduo, em O Fim a Infância o drama é de toda a humanidade, justificando o título. O que acontecerá concosco após o fim da infância?

Um dez para capa, que capta muito bem o espírito da obra.

Extras

Na linha dos DVD´s, por se tratar de um lançamento de um clássico, a Aleph agregou nesta edição tanto o prefácio do autor para reedição de 1989, como uma nova versão do Capítulo I, não utilizada pelo autor e o conto Anjo da Guarda, escrito em 1950, que deu origem ao romance (colocado no final, para evitar spoilers).

3 comentários:

  1. Excelente resenha, Álvaro. Abraço

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  2. Deve ser um livro interessante.
    Sonia

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  3. Oi amigo, gostei muito de suas postagens.
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