Agora é minha vez de amar
Autores: André Veloso, Cybelle Rosa, Cynthia Rosa, Enrico Libedratori, Giovanna Oliveira, Karina Ogoshi, Larissa Felix, Lívia Trentin, Lucas Eduardo Mieri, Marcos Lopes, Matheus Caetano, Mônica Broti, Nicoli Costanzi, Onofre Crossi, Tainá Previatalli, Thifany, Ygor Oliveira
Organização: Marcosw Lopes, Mônica Broti e Onofre Crossi
Ilustrações: Karina Ogoshi
Ano: 2014
Edição: Produção editorial independente.
152 páginas
Sinopse: Resultado de um projeto educacional de uma escola de São Paulo, o livro reúne contos, crônicas, poesias e ilustrações produzidos por alunos e pelos organizadores da coletânea, tendo por tema o amor.
O primeiro fato a se ressaltar é a porigem do livro: um projeto educacional. Diante da mesmice que o ensino é, este grupo de professores e alunos demonstraram que é possível inovar e que aprende-se melhor fazendo. E fazendo um grande projeto. A iniciativa poderia ter ficado entre as quatro paredes da escola mas ele se transformou em um livro de criação e financiamento coletivo e divulgado de uma forma a fazer inveja até em algumas editoras já estabelecidas no mercado. No lançamento foi feito um pocket show com uma performance excelente.
O segundo, é a diversidade de textos, tanto quanto a forma, quanto do conteúdo. Temos contos, que compõe a maior parte das páginas do livro, mas temos também poemas, cronicas na forma de depoimentos pessoais e até pequenos ensaios. Quanto ao conteúdo temos textos com a visão do amor juvenil (afinal, os alunos são adolescentes), contos com uma visão pessimista e até alguns contos de terror. O amor também não se fixa no amor de casal. Pode ser o amor pai e filho, o amor puro sentimento ou o amor pela arte e até a ausência de amor.
O terceiro é que todos os textos estão no mínimo bem escritos. Percebe-se aqui e ali coisas próprias de um primeiro texto a ser publicado que serão lapidadas ao longo do tempo para os que pretendem seguir escrevendo.
Por fim as ilustrações de Karina Ogoshi lembram bastante o traço de Mangá e encontramos nele muita delicadeza.
Tentado pela chuva – Lucas Eduardo de Mieri
O conto que abre o livro foge bastante ao esperado numa antologia com este tema. Com uma visão sarcástica de um personagem que está no enterro do seu pai, a quem odeia, o conto pouco a pouco desconstrói o caráter do protagonista.
Sorriso Angelical – Nicoli Constazi
Uma crônica deliciosa sobre uma manhã iluminada por um sorriso.
O Acaso – Larissa Felix
Uma moça trabalhando sob forte pressão esbarra num homem. Este esbarrão via mudar várias coisas em sua vida.
Amor Incondicional sem limites – Matheus Cardoso
Um ensaio em que o autor discorre sobre suas impressões sobre o amor, tendo por base canções dos Beatles.
O Casamento de Marina e Dezinho – Enrico Liberatori
Numa festa junina, um “casamento na roça” é levado a sério pelos participantes.
Anita Malfatti: Ousadia, Tradição e Experimentação – Monica Broti
Um pequeno ensaio sobre a pintora Anita Malfatti e seu amor pela Arte.
Palavras de Amor – Tainá Previtalli
Uma crônica que se transforma numa declaração de amor.
Cartas de Amor – Marcos Lopes
Quem seria o admirador secreto de Mirela, que nos tempos de redes sociais ainda escrevia cartas de amor?
Luz – Thifany
Quanto tempo a luz de alguém brilha na vida de outra?
Duas paixões, dois amores – Onofre Crossi
O autor refere-se a seus dois grandes amores: a sua esposa e a filosofia.
O Inevitável do Amor – Giovanna Oliveira
Ilusões e desilusões de um amor juvenil.
O Beijo de Jezebeth – Ygor Oliveira
Uma bem construída história de horror envolvendo um homem e uma súcubo.
Explosão Nuclear – Karina Ogoshi
Um grito de desespero ante um mundo que se autodestrói.
Amor de Verdade – Cynthia Rosa
Um crônica onde a autora se posiciona a respeito do amor.
Valquírias – Lívia Trentin
Às Valquírias é proibido amar a quem devem levar para Valhala. Valeria a pena quebrar esta interdição, mesmo estando próximo o Ragnarok?
Não há nada de novo a não ser o que foi esquecido – André Veloso
Uma nobre francesa é guilhotinada, mas seu fantasma sobrevive. Ela não entende por que isso acontece, por não ter nada que a prenda à Terra, nem um amor, já que ela era fria e calculista e este sentimento lhe era estranho. A partir deste momento passa a se transportar para várias épocas revivendo momentos de várias de suas vidas. Título muito bem escolhido.
Após os contos, temos uma pequena série de poemas de Cybelle, Nicoli Constanzi e Karina Ogoshi. Todos demonstra a sensibilidade das autoras. Gostei particularmente do poema de Nicoli Constanzi.
Conclusões
Dos contos merecem destaque pela originalidade: Tentado pela chuva, de Lucas Eduardo de Mieri; O Beijo de Jezebeth, de Ygor Oliveira, Explosão Nuclear , de Karina Ogoshi; Valquírias, de Lívia Trentin e Não há nada de novo a não se o que foi esquecido, de André Veloso.
Espero que este projeto tenha continuidade e que mais educadores se espelhem neste sucesso para tornar o ensino algo que seja uma real contribuição para o crescimento das pessoas por ele envolvidas.
Filmes, livros, notícias, artigos sobre fantasia, horror, ficção científica e alguma poesia.
segunda-feira, 17 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Militia – Uma banda assumidamente Nerd
Nascida em Tupã e atualmente em Campinas, a banda Militia tem como referencias o universo nerd: HQ´s, Cinema, Games e Ficção Científica.
sábado, 1 de março de 2014
Literatura no Berço – para pais e mães nerds

Literatura de Berço é destinado às mães e pais de bebês com idades entre 3 e 18 meses. Neste encontro serão lidos os poemas de Carlos Drummond de Andrade e os pais e mães compartilharem suas experiências, enquanto os poemas do autor mineiro são lidos e os bebês brincam.
O evento que ocorrerá no dia 12 de março, das 14 às 16 horas, na Casa das Rosas.
Quando: dia 12 de março, das 14h às 16h
Onde: na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37)
Inscrições: pelo telefone (11) 3285-6986
Quantidade de vagas: 13
Onde: na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37)
Inscrições: pelo telefone (11) 3285-6986
Quantidade de vagas: 13
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Aventura Lego - Uma brincadeira de criança
Uma Aventura Lego
Título Original: The Lego Movie
Direção: Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay
Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks, Will Arnett, Nick Offerman, Alison Brie, Charlie Day, Liam Neeson, Morgan Freeman
Produção: EUA
Ano: 2014
Duração: 100 min
Sinopse: Emmet é um cidadão perfeito num mundo perfeito, porém este mundo só é perfeito porque tudo é absolutamente controlado pelo Sr. Negócios, um homem obcecado pela ordem. Emmet acidentalmente descobre “a peça de resistência” – artefato capaz de restaurar a liberdade neste mundo “certinho” e é confundido com o herói profetizado para resolver o problema.
Se eu pudesse resumir o filme eu diria que é “uma brincadeira de criança”. O filme reproduz com muita maestria o jeito de brincar de uma criança com Lego, misturando peças de universos distintos, deixando a imaginação correr solta e criando uma ordem neste aparente caos.
Spoiler:
O filme tem basicamente três mensagens, duas triviais e comuns em filmes deste tipo: “se você acredita que pode, você pode” e “todo mundo é especial de alguma forma”. E, a terceira, “não existe jeito certo de brincar”. Nesta está embutida a relação pai e filho, de que não existe diferença entre um hobby de adulto e o brincar de uma criança e mexe também com o conceito de “ordem”, colocando-a como exatamente é: arbitrária.
A forma de contar a história, mesmo sendo tipicamente infantil, agradou os adultos presente na seção que assisti. Vez por outro ouvia-se risadas de gente grande (o filme até arriscou algumas piadas sutis sobre a homossexualidade do Lanterna Verde) e tenho certeza de que todos saíram mais leves da seção e talvez um pouco mais flexíveis com seus filhos (e consigo mesmos).
Título Original: The Lego Movie
Direção: Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay
Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks, Will Arnett, Nick Offerman, Alison Brie, Charlie Day, Liam Neeson, Morgan Freeman
Produção: EUA
Ano: 2014
Duração: 100 min
Sinopse: Emmet é um cidadão perfeito num mundo perfeito, porém este mundo só é perfeito porque tudo é absolutamente controlado pelo Sr. Negócios, um homem obcecado pela ordem. Emmet acidentalmente descobre “a peça de resistência” – artefato capaz de restaurar a liberdade neste mundo “certinho” e é confundido com o herói profetizado para resolver o problema.
Se eu pudesse resumir o filme eu diria que é “uma brincadeira de criança”. O filme reproduz com muita maestria o jeito de brincar de uma criança com Lego, misturando peças de universos distintos, deixando a imaginação correr solta e criando uma ordem neste aparente caos.
Trailer
Spoiler:
O filme tem basicamente três mensagens, duas triviais e comuns em filmes deste tipo: “se você acredita que pode, você pode” e “todo mundo é especial de alguma forma”. E, a terceira, “não existe jeito certo de brincar”. Nesta está embutida a relação pai e filho, de que não existe diferença entre um hobby de adulto e o brincar de uma criança e mexe também com o conceito de “ordem”, colocando-a como exatamente é: arbitrária.
Aventura Lego – "Por trás dos blocos"
A forma de contar a história, mesmo sendo tipicamente infantil, agradou os adultos presente na seção que assisti. Vez por outro ouvia-se risadas de gente grande (o filme até arriscou algumas piadas sutis sobre a homossexualidade do Lanterna Verde) e tenho certeza de que todos saíram mais leves da seção e talvez um pouco mais flexíveis com seus filhos (e consigo mesmos).
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Kaori e Samurai sem Braço
Kaori e o Samurai sem braço
Autor: Giulia Moon
Ilustrações: Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
Ano: 2012
200 páginas
Sinopse: O grande terremoto seguido por um tsunami no Japão em 2011 traz a Kaori lembranças de outro grande terremoto, ocorrido lá em 1782. Nesta época, ela encontra-se com um samurai e uma kitsume, espécie de mulher raposa. Ambos estão em busca de um terrível monstro sobrenatural que se alimenta de almas e apossa-se dos seus corpos. Kaori se reúne a eles.
O livro conta esta história em tom de conto de fadas, onde uma miríade de criaturas da mitologia nipônica e personagens do Japão medieval desfilam para deleite do leitor. Há um destaque especial para a kitsume, de nome Omitsu, uma raposa que adota a forma de uma mulher. Seu comportamento é bem travesso, trazendo humor e alegria ao desenrolar da história. Mas que não se engane o leitor: se necessário for, sobretudo para defender seu mestre, a alegre kitsume é capaz de coisas terríveis. O esmero na criação deste personagem fez com que sentisse vontade de encontrá-la mais vezes em outras histórias deste universo.
O samurai, Kitarô, também é um personagem que me deixou saudade ao término da aventura. Amargurado com a morte de sua família (esposa, o irmão e os pais), sai em perseguição ao monstro responsável por isso, o Shinkû, tornando-se matador de bakemonos (demônios). É nesta senda que Kaori se introduz, ao ser salva por Kitarô, que vê nela alguém que pode ajudá-lo nesta busca, apesar dela ser também uma bakemono.
O convívio forçado pela necessidade e o compromisso de “um ano e nem mais um minuto” entre Kaori e Kitarô aos poucos vai se transformando em um relacionamento de tolerância primeiro, depois, de amizade.
Spoiler:
Assim, de monstro em monstro vão seguindo a pista do terrível Shinkû, uma senda formada por aventuras cada vez mais perigosas, até o confronto final entre dois grandes adversários: o monstro com séculos de experiência e o samurai com vontade férrea motivada pelo desejo de vingança.
O clímax do livro é muito bem conduzido, sendo o maior inimigo de Kitarô a verdade que ele não quer ver.
Um detalhe de estilo
Giulia Moon abre a história com um prólogo onde Kitarô, à beira do inferno, ouve o chamado de Kaori. Pouco depois muda para o século XXI onde Kaori conversa com Takezo (outro samurai, personagem que aparece nos livros anteriores) discutindo sobre o terremoto e isso leva a lembrar-se de Kitarô. Parenteses abertos que serão fechados no devido tempo. Isso cria na cabeça do leitor um gancho forte para ele continuar a leitura.
Ao terminar o livro, Kaori opta por um fechamento típico de conto de fadas, um outro gancho, este gerando expectativas:
"Bem, mas isso é uma outra história que será contada em uma outra ocasião."
Excelente leitura!
Nerd Shop
Kaori e o Samurai sem braço. Giulia Moon. Giz Editorial. Na Livraria Cultura.
Autor: Giulia Moon
Ilustrações: Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
Ano: 2012
200 páginas
Sinopse: O grande terremoto seguido por um tsunami no Japão em 2011 traz a Kaori lembranças de outro grande terremoto, ocorrido lá em 1782. Nesta época, ela encontra-se com um samurai e uma kitsume, espécie de mulher raposa. Ambos estão em busca de um terrível monstro sobrenatural que se alimenta de almas e apossa-se dos seus corpos. Kaori se reúne a eles.
O livro conta esta história em tom de conto de fadas, onde uma miríade de criaturas da mitologia nipônica e personagens do Japão medieval desfilam para deleite do leitor. Há um destaque especial para a kitsume, de nome Omitsu, uma raposa que adota a forma de uma mulher. Seu comportamento é bem travesso, trazendo humor e alegria ao desenrolar da história. Mas que não se engane o leitor: se necessário for, sobretudo para defender seu mestre, a alegre kitsume é capaz de coisas terríveis. O esmero na criação deste personagem fez com que sentisse vontade de encontrá-la mais vezes em outras histórias deste universo.
Ilustração interna do livro
Kaori e o Samurai sem braço
O samurai, Kitarô, também é um personagem que me deixou saudade ao término da aventura. Amargurado com a morte de sua família (esposa, o irmão e os pais), sai em perseguição ao monstro responsável por isso, o Shinkû, tornando-se matador de bakemonos (demônios). É nesta senda que Kaori se introduz, ao ser salva por Kitarô, que vê nela alguém que pode ajudá-lo nesta busca, apesar dela ser também uma bakemono.
O convívio forçado pela necessidade e o compromisso de “um ano e nem mais um minuto” entre Kaori e Kitarô aos poucos vai se transformando em um relacionamento de tolerância primeiro, depois, de amizade.
Spoiler:
Assim, de monstro em monstro vão seguindo a pista do terrível Shinkû, uma senda formada por aventuras cada vez mais perigosas, até o confronto final entre dois grandes adversários: o monstro com séculos de experiência e o samurai com vontade férrea motivada pelo desejo de vingança.
O clímax do livro é muito bem conduzido, sendo o maior inimigo de Kitarô a verdade que ele não quer ver.
Um detalhe de estilo
Giulia Moon abre a história com um prólogo onde Kitarô, à beira do inferno, ouve o chamado de Kaori. Pouco depois muda para o século XXI onde Kaori conversa com Takezo (outro samurai, personagem que aparece nos livros anteriores) discutindo sobre o terremoto e isso leva a lembrar-se de Kitarô. Parenteses abertos que serão fechados no devido tempo. Isso cria na cabeça do leitor um gancho forte para ele continuar a leitura.
Ao terminar o livro, Kaori opta por um fechamento típico de conto de fadas, um outro gancho, este gerando expectativas:
"Bem, mas isso é uma outra história que será contada em uma outra ocasião."
Excelente leitura!
Nerd Shop
Kaori e o Samurai sem braço. Giulia Moon. Giz Editorial. Na Livraria Cultura.
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