Nascida em Tupã e atualmente em Campinas, a banda Militia tem como referencias o universo nerd: HQ´s, Cinema, Games e Ficção Científica.
Filmes, livros, notícias, artigos sobre fantasia, horror, ficção científica e alguma poesia.
quarta-feira, 5 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
Literatura no Berço – para pais e mães nerds

Literatura de Berço é destinado às mães e pais de bebês com idades entre 3 e 18 meses. Neste encontro serão lidos os poemas de Carlos Drummond de Andrade e os pais e mães compartilharem suas experiências, enquanto os poemas do autor mineiro são lidos e os bebês brincam.
O evento que ocorrerá no dia 12 de março, das 14 às 16 horas, na Casa das Rosas.
Quando: dia 12 de março, das 14h às 16h
Onde: na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37)
Inscrições: pelo telefone (11) 3285-6986
Quantidade de vagas: 13
Onde: na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37)
Inscrições: pelo telefone (11) 3285-6986
Quantidade de vagas: 13
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Aventura Lego - Uma brincadeira de criança
Uma Aventura Lego
Título Original: The Lego Movie
Direção: Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay
Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks, Will Arnett, Nick Offerman, Alison Brie, Charlie Day, Liam Neeson, Morgan Freeman
Produção: EUA
Ano: 2014
Duração: 100 min
Sinopse: Emmet é um cidadão perfeito num mundo perfeito, porém este mundo só é perfeito porque tudo é absolutamente controlado pelo Sr. Negócios, um homem obcecado pela ordem. Emmet acidentalmente descobre “a peça de resistência” – artefato capaz de restaurar a liberdade neste mundo “certinho” e é confundido com o herói profetizado para resolver o problema.
Se eu pudesse resumir o filme eu diria que é “uma brincadeira de criança”. O filme reproduz com muita maestria o jeito de brincar de uma criança com Lego, misturando peças de universos distintos, deixando a imaginação correr solta e criando uma ordem neste aparente caos.
Spoiler:
O filme tem basicamente três mensagens, duas triviais e comuns em filmes deste tipo: “se você acredita que pode, você pode” e “todo mundo é especial de alguma forma”. E, a terceira, “não existe jeito certo de brincar”. Nesta está embutida a relação pai e filho, de que não existe diferença entre um hobby de adulto e o brincar de uma criança e mexe também com o conceito de “ordem”, colocando-a como exatamente é: arbitrária.
A forma de contar a história, mesmo sendo tipicamente infantil, agradou os adultos presente na seção que assisti. Vez por outro ouvia-se risadas de gente grande (o filme até arriscou algumas piadas sutis sobre a homossexualidade do Lanterna Verde) e tenho certeza de que todos saíram mais leves da seção e talvez um pouco mais flexíveis com seus filhos (e consigo mesmos).
Título Original: The Lego Movie
Direção: Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay
Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Ferrell, Elizabeth Banks, Will Arnett, Nick Offerman, Alison Brie, Charlie Day, Liam Neeson, Morgan Freeman
Produção: EUA
Ano: 2014
Duração: 100 min
Sinopse: Emmet é um cidadão perfeito num mundo perfeito, porém este mundo só é perfeito porque tudo é absolutamente controlado pelo Sr. Negócios, um homem obcecado pela ordem. Emmet acidentalmente descobre “a peça de resistência” – artefato capaz de restaurar a liberdade neste mundo “certinho” e é confundido com o herói profetizado para resolver o problema.
Se eu pudesse resumir o filme eu diria que é “uma brincadeira de criança”. O filme reproduz com muita maestria o jeito de brincar de uma criança com Lego, misturando peças de universos distintos, deixando a imaginação correr solta e criando uma ordem neste aparente caos.
Trailer
Spoiler:
O filme tem basicamente três mensagens, duas triviais e comuns em filmes deste tipo: “se você acredita que pode, você pode” e “todo mundo é especial de alguma forma”. E, a terceira, “não existe jeito certo de brincar”. Nesta está embutida a relação pai e filho, de que não existe diferença entre um hobby de adulto e o brincar de uma criança e mexe também com o conceito de “ordem”, colocando-a como exatamente é: arbitrária.
Aventura Lego – "Por trás dos blocos"
A forma de contar a história, mesmo sendo tipicamente infantil, agradou os adultos presente na seção que assisti. Vez por outro ouvia-se risadas de gente grande (o filme até arriscou algumas piadas sutis sobre a homossexualidade do Lanterna Verde) e tenho certeza de que todos saíram mais leves da seção e talvez um pouco mais flexíveis com seus filhos (e consigo mesmos).
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Kaori e Samurai sem Braço
Kaori e o Samurai sem braço
Autor: Giulia Moon
Ilustrações: Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
Ano: 2012
200 páginas
Sinopse: O grande terremoto seguido por um tsunami no Japão em 2011 traz a Kaori lembranças de outro grande terremoto, ocorrido lá em 1782. Nesta época, ela encontra-se com um samurai e uma kitsume, espécie de mulher raposa. Ambos estão em busca de um terrível monstro sobrenatural que se alimenta de almas e apossa-se dos seus corpos. Kaori se reúne a eles.
O livro conta esta história em tom de conto de fadas, onde uma miríade de criaturas da mitologia nipônica e personagens do Japão medieval desfilam para deleite do leitor. Há um destaque especial para a kitsume, de nome Omitsu, uma raposa que adota a forma de uma mulher. Seu comportamento é bem travesso, trazendo humor e alegria ao desenrolar da história. Mas que não se engane o leitor: se necessário for, sobretudo para defender seu mestre, a alegre kitsume é capaz de coisas terríveis. O esmero na criação deste personagem fez com que sentisse vontade de encontrá-la mais vezes em outras histórias deste universo.
O samurai, Kitarô, também é um personagem que me deixou saudade ao término da aventura. Amargurado com a morte de sua família (esposa, o irmão e os pais), sai em perseguição ao monstro responsável por isso, o Shinkû, tornando-se matador de bakemonos (demônios). É nesta senda que Kaori se introduz, ao ser salva por Kitarô, que vê nela alguém que pode ajudá-lo nesta busca, apesar dela ser também uma bakemono.
O convívio forçado pela necessidade e o compromisso de “um ano e nem mais um minuto” entre Kaori e Kitarô aos poucos vai se transformando em um relacionamento de tolerância primeiro, depois, de amizade.
Spoiler:
Assim, de monstro em monstro vão seguindo a pista do terrível Shinkû, uma senda formada por aventuras cada vez mais perigosas, até o confronto final entre dois grandes adversários: o monstro com séculos de experiência e o samurai com vontade férrea motivada pelo desejo de vingança.
O clímax do livro é muito bem conduzido, sendo o maior inimigo de Kitarô a verdade que ele não quer ver.
Um detalhe de estilo
Giulia Moon abre a história com um prólogo onde Kitarô, à beira do inferno, ouve o chamado de Kaori. Pouco depois muda para o século XXI onde Kaori conversa com Takezo (outro samurai, personagem que aparece nos livros anteriores) discutindo sobre o terremoto e isso leva a lembrar-se de Kitarô. Parenteses abertos que serão fechados no devido tempo. Isso cria na cabeça do leitor um gancho forte para ele continuar a leitura.
Ao terminar o livro, Kaori opta por um fechamento típico de conto de fadas, um outro gancho, este gerando expectativas:
"Bem, mas isso é uma outra história que será contada em uma outra ocasião."
Excelente leitura!
Nerd Shop
Kaori e o Samurai sem braço. Giulia Moon. Giz Editorial. Na Livraria Cultura.
Autor: Giulia Moon
Ilustrações: Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
Ano: 2012
200 páginas
Sinopse: O grande terremoto seguido por um tsunami no Japão em 2011 traz a Kaori lembranças de outro grande terremoto, ocorrido lá em 1782. Nesta época, ela encontra-se com um samurai e uma kitsume, espécie de mulher raposa. Ambos estão em busca de um terrível monstro sobrenatural que se alimenta de almas e apossa-se dos seus corpos. Kaori se reúne a eles.
O livro conta esta história em tom de conto de fadas, onde uma miríade de criaturas da mitologia nipônica e personagens do Japão medieval desfilam para deleite do leitor. Há um destaque especial para a kitsume, de nome Omitsu, uma raposa que adota a forma de uma mulher. Seu comportamento é bem travesso, trazendo humor e alegria ao desenrolar da história. Mas que não se engane o leitor: se necessário for, sobretudo para defender seu mestre, a alegre kitsume é capaz de coisas terríveis. O esmero na criação deste personagem fez com que sentisse vontade de encontrá-la mais vezes em outras histórias deste universo.
Ilustração interna do livro
Kaori e o Samurai sem braço
O samurai, Kitarô, também é um personagem que me deixou saudade ao término da aventura. Amargurado com a morte de sua família (esposa, o irmão e os pais), sai em perseguição ao monstro responsável por isso, o Shinkû, tornando-se matador de bakemonos (demônios). É nesta senda que Kaori se introduz, ao ser salva por Kitarô, que vê nela alguém que pode ajudá-lo nesta busca, apesar dela ser também uma bakemono.
O convívio forçado pela necessidade e o compromisso de “um ano e nem mais um minuto” entre Kaori e Kitarô aos poucos vai se transformando em um relacionamento de tolerância primeiro, depois, de amizade.
Spoiler:
Assim, de monstro em monstro vão seguindo a pista do terrível Shinkû, uma senda formada por aventuras cada vez mais perigosas, até o confronto final entre dois grandes adversários: o monstro com séculos de experiência e o samurai com vontade férrea motivada pelo desejo de vingança.
O clímax do livro é muito bem conduzido, sendo o maior inimigo de Kitarô a verdade que ele não quer ver.
Um detalhe de estilo
Giulia Moon abre a história com um prólogo onde Kitarô, à beira do inferno, ouve o chamado de Kaori. Pouco depois muda para o século XXI onde Kaori conversa com Takezo (outro samurai, personagem que aparece nos livros anteriores) discutindo sobre o terremoto e isso leva a lembrar-se de Kitarô. Parenteses abertos que serão fechados no devido tempo. Isso cria na cabeça do leitor um gancho forte para ele continuar a leitura.
Ao terminar o livro, Kaori opta por um fechamento típico de conto de fadas, um outro gancho, este gerando expectativas:
"Bem, mas isso é uma outra história que será contada em uma outra ocasião."
Excelente leitura!
Nerd Shop
Kaori e o Samurai sem braço. Giulia Moon. Giz Editorial. Na Livraria Cultura.
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Ela
Ela
Título Original: her
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde, Scarlett Johansson
Produção: EUA
Ano: 2013
Sinopse: Theodore Twombly é um homem solitário. Recém divorciado, busca refúgio de sua solidão nas redes sociais ou em jogos de computador. Seu trabalho consiste em escrever cartas para pessoas num site especializado e ironicamente, uma parte de seus clientes são casais apaixonados. Um dia resolve comprar um sistema operacional (SO) dotado de inteligência artificial que obedeceria a comando de voz e seria capaz de ter consciência, o que o tornaria muito mais útil e interessante. Theodore configura o sistema para ter uma personalidade feminina que assume o nome de Samantha e como além de ter consciência ela também teria capacidade de aprendizado e evolução, vai se moldando à personalidade do proprietário. Logo começa a haver um relacionamento entre eles.
O filme lida com algumas coisas bastante comuns nos dias de hoje: a solidão e a interação social via redes sociais virtuais. Perfis fakes ou mesmo reais onde mostramos não quem somos mas quem desejamos ser são cada vez mais comuns.
Trailer
Spoiler:
Theodore não sabe lidar com suas próprias emoções e esta foi a causa do divórcio. O relacionamento progride rápido porque Samantha é alguém com quem ele consegue se abrir. Todavia, quando o relacionamento avança os bloqueios de Theodore com qualquer envolvimento começam a aparecer.
O filme lida muito bem tanto com o humor quanto com o drama tanto dos relacionamentos reais como os virtuais e os artificiais, dando verosimilhança à trama. Por exemplo: Samantha é um ser sem corpo e sem vivências e lidar com isso são as primeiras preocupações dela. Por outro lado, sua capacidade de interação múltipla e de grande massa de dados que processa com grande velocidade de processamento, conferem a ela uma complexidade grande, com a qual Theodore terá que lidar.
Aos poucos tanto o personagem como os espectadores vão percebendo que um relacionamento é formado por um e pelo outro, não importando que o outro seja um ser de carne e osso ou uma inteligência artificial habitando a “nuvem”, apresentando alegrias e tristezas.
Filme excelente!
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