sexta-feira, 5 de julho de 2013

Homem de Aço – Nem o Super Homem salva


O Homem de Aço
Título Original: Man of Steel
Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan e Jerry Siegel & Joe Shuster (criadores do Superhomem)
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Russell Crowe

Sinopse: O filme reconta pela enésima vez a origem do Super Homem. Jor-El, percebendo que seu planeta (Krypton) ia explodir, envia seu filho recém nascido, Kal-El em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra. Concomitantemente, o General Zod tenta derrubar o poder e fracassa em seu intento e é preso na Zona Fantasma (espécie de prisão dimensional).

A criança foi encontrada pelo casal Kent que dá a ele o nome de Clark e tenta mantê-lo longe de confusões, causadas pelos seus poderes. Quando se torna adulto, ele busca se manter isolado, já que seus poderes podem causar medo nas pessoas. Ao atingir a idade de 33 anos Zod consegue localizá-lo e chantageia a Terra, obrigando Clark a se mostrar.

O Super Homem de Zack Snyder é o típico Salvador. Seus pais tanto naturais como adotivos deixam isto bem claro. E ,para completar, há falas de outros personagens e do próprio Super Homem e alguns detalhes (por exemplo ele tem exatos 33 anos, aparece alguma vezes de barba, tendência ao sacrifício, etc..) que o aproximam de uma figura religiosa bastante conhecida.

Ele pode ser um Salvador, mas não consegue salvar o filme de um roteiro fraco.

A partir da metade do filme são batalhas entre terrestres e os alienígenas comandados por Zod e lutas corpo a corpo do Super Homem com eles. Esta lutas lembram muitas lutas do animê Dragon Ball (adversários jogados longe e fazendo buracos no chão), luta com máquinas que lembram Matrix e o Zod às vezes parece o Hulk. 

Pancadaria pura.




quinta-feira, 27 de junho de 2013

20 de Julho - Dê um livro de autores nacionais de presente

Ou sempre que tiver vontade 
de presentear alguém!


Importante iniciativa do colega de letras, Ademir Pascale, convida autores e editores a participarem do projeto, oferecendo descontos em suas publicações neste dia. 

Aos leitores fica a sugestão de presentearem amigos e parentes com livros de autores nacionais, não só agora, mas sempre que possível.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Cidade Inteira Dorme - de Ray Bradbury



Para os admiradores e quem quer conhecer um dos melhores escritores da era de ouro da Ficção Científica, Ray Bradbury, a Editora Globo lançou A Cidade Inteira Dorme.

Com tradução de Deisa Chamahum Chaves, esta edição coleta alguns contos mais significativos do autor:  Uma pequena viagem; O lixeiro; O visitante; O messias; A autêntica múmia egípcia feita em casa; A cidade inteira dorme; O homem ilustrado; O homem em chamas; As frutas no fundo da fruteira; O dragão; O pedestre; O alçapão A hora zero.

Alguns foram muito reproduzidos, como O pedestre e O messias, alguns com títulos curiosos como A autêntica múmia egípcia feita em casa e uma versão do conto O homem ilustrado, que curiosamente NÃO faz parte da coletânea com o mesmo nome.

Todos merecem uma leitura atenta.

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Livraria Cultura disponibiliza A Cidade Inteira Dormecom desconto de 50% por tempo limitado 





terça-feira, 28 de maio de 2013

Lovecraft com desconto na Livraria Cultura

Quem é fã de horror não pode deixar de conhecer Lovecraft e esta é uma boa oportunidade de fazê-lo.

O livro Nas Montanhas da Loucura está com um desconto de 50% na Livraria Cultura.

Sinopse:  Nas Montanhas da Loucura  é narrado pelo sobrevivente de uma expedição a pontos ainda inexplorados no Pólo Sul. Contudo, sob gelo estão ocultos horrores ancestrais. 

O volume traz um apêndice com as anotações feitas por Lovecraft para a composição da novela, uma carta escrita ao correspondente Frank Belknap Long em que discute a transição do horror sobrenatural para a ficção científica e uma tradução em verso do soneto 'Antarktos'.

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Nas Montanhas da Loucura. H. P. Lovecraft. Livraria Cultura.

domingo, 12 de maio de 2013

Mulheres que Correm com os Lobos


Mulheres que correm com os Lobos – Mitos e Histórias do arquétipo da mulher selvagem
Título Original: Women who runs with de Wolves
Autor: Clarissa Pinkola Estés
Tradução: Waldéa Barcelos
Editora: Rocco
Ano : 1994
628 páginas

Sinopse: Onde está o espírito da mulher, sufocado por séculos de negação de sua origem, por uma suposta civilização que cerceia muitas manifestações do feminino? A busca por esta origem nas histórias transmitidas oralmente através de mitos de vários povos e contos de fadas norteou o trabalho de Clarissa Pinkola Estés.

Psicanalista de contornos junguianos (embora os transcenda neste trabalho), a autora coleta e ordena contos que vão revelando esta mulher selvagem, sufocada por séculos de uma civilização que privilegia o patriarcado. Além desta pesquisa sistemática, Clarissa se apoia em uma vasa experiência enquanto psicoterapeuta, sobretudo no tratamento de mulheres.

Sua função não é levantar bandeiras, mas simplesmente fazer uma abordagem que valoriza o feminino e traz uma luz extremamente clara e brilhante sobre quem é a mulher e mostrar sua estrutura psíquica.

O livro provoca, sobretudo nos homens com alguma consciência em relação ao feminino, uma reflexão sobre o que a humanidade tem perdido ao sufocar a livre manifestação do que ela chama “mulher selvagem”. A lenta transformação social, onde passamos do campo para a cidade, do matriarcado para o patriarcado e do paganismo para o cristianismo, mutilou ou tentou esconder os registros do seu passado, mas as tradições antigas, ainda que deturpadas em versões censuradas de contos de fadas e lendas antigas, conseguem falar em voz alta, amplificadas pelo magnífico texto de Clarissa.

Aconselho a meus colegas escritores que se dignem a ler este livro para que seus personagens femininos tenham uma dimensão maior, reconhecendo a riqueza da estrutura psíquica das mulheres.

Para quem é do sexo masculino e lê este livro com a mente aberta, talvez fique a impressão de que não foi só a psique da mulher que foi mutilada neste processo “civilizatório”. Será que o homem selvagem seria realmente a imagem da caricatura do troglodita com um porrete na mão, arrastando uma mulher pelos cabelos? Será que nós homens nunca respeitamos o feminino em nossa história sobre este planeta? Ou fomos igualmente sufocados por uma sociedade (na realidade uma elite ou de reis ou de sacerdotes) que nos impôs um papel que não queríamos realmente assumir?

É bom começar a olhar por este ângulo.

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Mulheres que correm com os Lobos. Clarissa Pinkola Estés. Editora Rocco. Livraria Cultura