domingo, 4 de novembro de 2012

O Primo Basílio - O Musical




Texto: Eça de Queirós (romance)
Adaptação para teatro: Francisca Braga
Coreografia: Ivan Silva

Elenco:
Basílio: Luiz Araújo,
Luísa: Lígia Paula Machado,
Jorge: Frederico Silveira,
Juliana: Isadora Ferrite,
Leopoldina: Débora Oliveira,
Joana: Aline Meneguethi,
Sebastião: Gustavo Penna,
Ernestinho: Jonatan Motta,
Dr. Acácio/Castro: Dan Rosseto,
Emilinha: Biah Carfig.

Músicos: Daniel Farina Moreno (violão), João Paulo Pardal (violão), Otávio Colella (violino), Thais Ribeiro (piano), Renan Cacossi (flauta transversal), Jonatan Motta (violino).

Direção: Dan Rosseto

Direção Musical: Dyonisio Moreno

Sinopse: Baseada no livro Primo Basílio, de Eça de Queirós, e transportada para o Rio de Janeiro nos anos 60, a peça narra história de Luísa, moça romântica e sonhadora. Ela é casada com Jorge, engenheiro bem sucedido. Quando seu marido viaja a negócios, reaparece em sua vida Basílio, seu primo, que também foi seu primeiro amor. A paixão reacende entre os dois, culminado em adultério. Luísa passa a ser chantageada por sua empregada, Juliana, que se apossa de uma carta comprometedora.

É um enredo típico da literatura realista, com críticas contundentes à burguesia e à visão de mundo romântica. Também tem a estrutura típica de uma história de triângulo amoroso: mulher trai marido, é abandonada pelo amante e marido descobre, termina de forma trágica (ou feliz, dependendo se é realista ou romântica) e assim, mesmo quem não leu o livro já sabe o que vai acontecer. Isso é até ironizado através do personagem Ernestinho, que está escrevendo uma peça com este enredo e está indeciso se faz o final feliz ou dramático.

Todavia, embora todas as histórias já tenham sido contadas, a maneira de contá-las é o que importa. E O Primo Basílio — O Musical conta (e canta) muito bem esta história.

Os atores revelam versatilidade, suas performances, tanto atuando, como cantando, foram excelentes, bem como a dos músicos.

As músicas tem um repertório concentrado em bossa nova, samba e MPB e com destaque para o tango Insensatez, dançado por Basílio e Luísa.


Um dos momento muito belos da peça - O tango Insensatez


extremamente Também foram excelentes os desempenhos em relação às expressões faciais e corporais. Vale destaque para Isadora Ferrite, que interpreta a empregada vilã,  e Aline Meneghetti, que interpreta a empregada “boazinha” em relação às expressões faciais.

Luís Araújo constrói muito bem um Basílio sedutor e cínico.

Lígia Paula Machado, que também produz o espetáculo, mostra-se com um domínio completo na interpretação de Luísa, mostrando muito bem todas as faces da personagem: a mulher fútil que destrata a empregada Juliana; a moça sonhadora, aparentemente feliz com seu casamento; a moça que deseja liberdade ao se comparar com Leonora, sua amiga de infância; a mulher que redescobre a paixão ao se envolver com Basílio e a mulher arrependida e desesperada ao ver a verdadeira face do amante e diante da possibilidade de ser descoberta.

O desempenho dos dois juntos está em perfeita sintonia, que pode ser sintetizada na cena em que os dois dançam um tango.

A peça estará em cartaz no Teatro Grande Otelo até o dia 25 de Novembro.

Vale a pena assiti-la.

Serviço:

Quando: de 03 a 25 de Novembro, aos Sábados às 21 horas e Domingos, às 19 horas.

Onde: Teatro Grande Otelo
Liceu Coração de Jesus
Alameda Nothmann, 233,
Campos Eliseos – São Paulo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Valis - um genial delírio de Philip Dick


Valis
Título orignal (inglês): Valis
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Aleph
Ano: 2007
302 páginas

Sinopse: Horselover Fat (na realidade um alter ego de Philip Dick) tem uma experiência mística que o faz acreditar ter encontrado Deus. Durante um tempo curto, ele sente estar estar vivendo simultaneamente em duas épocas, uma nos anos 70 (tempo presente da história) e outra na época de Cristo. Quando esta sensação some, Horselover passa a procurar revivenciá-la desesperadamente. Uma amiga sua se mata e isso é a gota d'água pra ele sofrer um surto e ser internado. Ao ter alta, decide ir em busca do Salvador. Nesta busca encontra Valis, um (im)provável artefato no espaço, que acredita ser responsável pela sua visão.

Este livro descreve de forma romanceada uma experiencia do próprio Dick (descrita em uma excelente HQde Robert Crumb).

O autor alterna a narração colocando-se como sendo ele Horselover Fat outras como um amigo dele, que o acompanha e tem uma postura menos alucinada (embora não descartando a hipótese de ser verdadeira a experiência). Muitas vezes o os dois dialogam entre si e até tem uma interação diferenciada com os amigos em comum, como se realmente fossem duas pessoas (algumas vezes o leitor que se envolve com a trama acha que são mesmo).

Os amigos que o acompanham na maior parte do tempo são Kevin e David, que representam duas posturas opostas em relação à religião. Kevin é cético, por ver que o mundo é absurdo, e David, católico praticante, de postura bastante dogmática.

Boa parte do livro concentra-se na discussão travada por Horselover com seus amigos (Dick entre eles) e eventualmente com outros personagens. Este discussão é pontuada por dados extraídos de uma exegese “escrita” por Fat (essa exegese realmente existe. São cerca de 8.000 laudas, e nunca publicadas em sua integra).

Percorrendo-se aproximadamente dois terços do livro, encontramos Valis. Inicialmente como um filme feito por um rock star apelidado de Mamãe Ganso, depois como um artefato (que pode ou não ser uma nave alienígena).

Dick define Valis, com um verbete de dicionário, logo na abertura do romance:

Uma perturbação no campo da realidade no qual um vórtice negencentrópico autominotorador espontâneo é formado, tendo progressivamente a subsumir e incorporar seu ambiente em combinações e informações”.

A editora Aleph coloca na quarta capa que é um “romance policial teológico” e de certa forma é isso mesmo, já que contém perguntas que o personagem principal está investigando para alcançar a verdade.

Como sempre, o que Dick vai discutir é a natureza da “realidade”, a eterna questão “nada é o que parece ser”.

Este livro é importante poar algumas razões. A principal é que revela muito da personalidade de Philip K. Dick, que não se importa de mostrar seu lado mentalmente doentio (representado por Horselover). Uma leitura imperdível para os fãs do autor. A outra é pelas influências que exerceu, sobretuudo em Matrix.

Fechando o livro, há um apêndice com uma sequencia de trechos da exegese de Horselover Fat, reunidos em ordem numérica

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Em português:
Valis, Philip K. Dick, Editora Aleph. Clique aqui.

Em inglês:
Valis, Phlip K. Dick, Editora Orion Publishing. Clique aqui.
Valis, Phlip K. Dick, Editora Vintage Books. Clique aqui.

domingo, 14 de outubro de 2012

O grito sol sobre a cabeça


Editora: Terracota
Ano: 2012
168 páginas

Sinopse: Livro que reúne dezenove contos, alguns inéditos, outros não, de temáticas variadas, indo da ficção científica ao absurdo, de maneira bastante inovadora.

Brontops Baruq é pseudônimo de um escritor paulista, que se aventurou na ficção científica, publicando trabalhos em alguns dos Portais (coletâneas de contos organizadas por Nelson de Oliveira), e em antologias publicadas pela Draco e pela Terracota. Foi ganhador o primeiro Prêmio Hydra, com o conto História com desenho e diálogo, presente neste livro.

A primeira constatação logo no título: Brontops sabe criar metáforas inusitadas. E não fica só nas metáforas. Os ambientes e as histórias são bem originais, fugindo das estruturas tradicionais.

Isso se nota já no primeiro conto, Extensão, onde um homem está nu num mar raso, com águas límpidas e céu azul. Não sabe como foi para lá e o único recurso de que dispõe, um celular, se revela inútil. Um situação desesperante, com desfecho com contornos que reforçam o absurdo.

Em Hipocampo, a situação retrata é o relacionamento entre um homem uma mulher, que ele tenta lembrar, já que sua memória foi apagada. A cena é reconstruída aos poucos, misturando lembranças e suposição e ficamos sabendo porque sua memória foi apagada. Muito bom.

O próximo conto é {os quereres}, onde um casal discute como será seu filho, junto com o atendente de um empresa que preparará o material genético para os filho de seus sonhos. A discussão entre os três parece uma decisão de compra de um produto de consumo. Esta história se contrapõe com a de uma viúva que deseja um filho do marido falecido. Neste conto o destaque é para a veia irônica do autor.

O conto Zênite, Nadir e drosófila coloca pessoas aparentemente comuns em uma situação inusitada: um dos filhos do casal foi escolhido para ser o Judas daquele ano. Na sociedade em que viviam, uma vez por ano, uma criança era escolhida para encarnar o mal e ser punida. Assustadora a passividade com que todos aceitam essa situação. Bem construído.

A seguir, temo 6. Rebobinados, um conto onde predomina o humor. Um condenado, em troca de um perdão, escolhe ser voluntário de uma viagem interestelar. Só que ele tem como parceiro um outro condenado, um maníaco sexual.

Em O xadrez das mariposas, um país qualquer tem uma política de dar superpoderes a quaqleur cidadão. Tanto o cidadão como o poder são escolhidos aleatoriamente e isso nem sempre é um benefício. Boa sacada.

Pausa é o mais longo dos contos. Dois casais de guerrilheiros lutam em uma guerra civil, aparentemente no EUA, em que de um lado estão os criacionistas e do outro os evolucionistas. A história é emocionante, com personagens bem construídos. Há boas cenas de batalhas.

Ficção Especulativa é um conto que mistura uma história policial com viagens no tempo. Detetives visitam a cena do crime antes dele acontecer. Aqui a forma de narrar é bem criativa, comparndo o conto ora com um filme, ora com um romance.

(História com desenho e diálogos) foi o conto ganhador do  Prêmio Hydra. A narrativa parece um transcrição literal de um caderno onde há desenhos. Os desenho são descritos de uma maneira fria, como se fosse a transcrição feita para um processo jurídico. O texto parece de um criança vivenciando uma invasão alienígena. Entre os desenhos está Spaceboy, aparentemente um personagem de TV. Este conto é realmente merecedor do prêmio que ganhou. Um história bem contada, de uma maneira bem criativa.

Em O propósito, um menino é o ultimo humano da Terra e, juntamente com seu cão viralata, são recolhidos por alienígenas. Este menino é Spaceboy. Ele está começando a entrar na adolescência, e, como não tem ninguém para se comparar, deseja aprender a ser humano.

O amadurecimento ou Errare humanum est é mais um conto onde aparece Spaceboy. O agora rapaz se encontra com uma humana não terrestre e pede para ela ser sua professora. A narrativa dá a entender que se trata de um programa de televisão, talvez um reality show. Final carregado de ironia.

Planetas invisíveis é um série de quatro contos. No primeiro, Diana, a população de um planeta inteiro decide se encolher, para poder sobreviver. Outro conto pontuado pela ironia. Final surpreendente.

A seguir, Mafalda, um planeta completamente surreal, que torna um sinopse muito difícil. O conto está muito bem escrito.

Natasha é uma alienígena que precisa retorna a seu planeta natal para poder dar a luz a seu filho. Narrativa também surreal.

Em Astronauta, um homem maltrata a androide que o serve como escrava, inclusive sexual. A resignação programada o irrita e ele sempre aumenta a dose de dor. Um bom texto com um bom desfecho.

Em Buraco no céu ou 22 de Dezembro de 2012 uma invasão alienígena ocorre e todos estão morrendo de medo, dada similaridade com centenas de filmes de invasão que todos viram, aguardando o fim. Mas uma vez o desfecho é ponto alto do conto.

Sésamo, bananas & Kung Fu conta o que possivelmente aconteceria se o teletransporte estive ao alcance de qualquer um. Hilariante.

Noés mostra uma solução pra lá de radical para resolver o problema dos sem teto. Humor negro, mas bem inteligente.

Kripton fecha com chave de ouro o livro. Por dois motivos, é uma história apocalíptica e contada de um forma muito poética.

Em suma: Um excelente livro que consegue reunir boas histórias, em formatos inovadores. Há uma ironia fina, que percorre quase todos, que às vezes se transforma em humor, um tanto negro, mas muito inteligente. Há também poesia, absurdo e surrealidade. Na medida certa.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rei Rato


Titulo Original: King Rat
Autor: China Miéville
Tradução: Alexandre Mandarino
Editora: Tarja Editorial
Ano: 2011
400 páginas

Sinopse: Saul é surpreendido com a morte do pai e logo em seguida com a sua prisão. Enquanto aguarda novo interrogatório em sua cela, é libertado por um homem de maneiras furtivas, que se autodenomina Rei Rato. A partir daí Saul toma contato com um mundo novo escondido em pontos obscuros da cidade de Londres: os becos, os telhados e sobretudo o esgoto, onde encontra com os súditos do Rei Rato e outros reis, criatura antropomórficas de animais e um grande inimigo comum a todas estas criaturas.

Com uma tradução primorosa de Alexandre Mandarino, que se preocupa em contextualizar o leitor no universo onde a trama se desenrola: o mundo dos excluídos de Londres e o mundo dos músicos e fãs do Drum and Bass, que se misturam entre si.

Rei Rato pode ser classificado como New Weird, um gênero de literatura fantástica caracterizado entre outras coisa por misturar elementos das três vertentes principais da literatura fantástica: horror, fantasia e ficção científica, mas poderia igualmente ser caracterizado como Fantasia Urbana, sem susto. Mas pouco importa a classificação, pois o romance é excelente.

O primeiro ponto a favor de Miéville é a linguagem. Ele usa metáforas pouco usuais pra descrever as ações, o ambiente e os sentimentos dos personagens chegando a tornar poéticos vários trechos. Isso desde a frase que abre o romance:

Os trens que entram em Londres chegam como navios que singram telhados.

Esta poetização ocorre mesmo em trechos onde algumas pessoas sentiriam asco.

Um outro elemento importante é música, que dá o foco e, literalmente, o ritmo da narrativa. Narrativa esta que prende o leitor de várias maneiras, pelo clima, pelo suspense e pelos personagens, principalmente Saul. E também pelo desenlace da trama.

A escolha do inimigo dos ratos é perfeita e muito bem contextualizada no enredo.

A capa está ótima, bem como as ilustrações internas e as vinhetas dos capítulos, ressaltando muito bem o clima de Rei Rato.

Uma pequena bronca na Tarja: cadê o título original? Esta referencia é bastante importante, mesmo neste caso em que é óbvio: King Rat (mas tive que confirmar pelo Google).

E agora um elogio: o disclaimer da página 2 (“Todas as citações e nomes... etc) é hilariante (não sei se é ideia da Tarja ou do autor).

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Você pode encontrar Rei Rato aqui


domingo, 16 de setembro de 2012

Fragmentos


Fragmentos
Autor: Ricardo Guilherme dos Santos
Editora: Vesper (Giz Editorial)
Ano: 2012
150 páginas

Sinopse: O livro está dividido em duas partes, na primeira, Textos diversos, autor reúne alguns textos selecionados de sua produção: crônicas, contos, poemas. Na seguinte, o ensaio acadêmico O Ritmo das Narrativas.

Reunir em um só livro vários tipos de textos, parece estranho à primeira vista, por estarmos acostumados a antologias onde um tipo só de trabalho é publicado, por exemplo, contos. Na minha opinião, isto não deveria nos estranhar, dada a diversidade de textos que lemos diariamente na Internet, seja em sites, blogs, ou redes sociais.

Lendo todos os textos da primeira parte, percebe-se que o autor trabalha melhor com os contos. Vamos a eles:

A Pequena Xamã

História fantástica, onde uma menina lentamente percebe que tem o poder de se comunicar com os animais e curá-los. O conto lida com mitos e lendas brasileiros (resgatando algumas deles, pouco conhecidas) num texto leve, direcionado ao público de uma faixa etária entre 10 e 12 anos. A heroína do conto é muito bem caracterizada e bem verossímil, mesmo com seus poderes sobrenaturais.

Ísis

O conto está no gênero ficção científica, destinado a uma faixa etária um pouquinho maior (em torno de 14 anos) e é bem construído, com uma linguagem fluída e de agradável leitura. Clarice é uma cientista viaja pelo tempo e espaço em busca de respostas, algumas sobre si mesma. Um dos méritos do autor é construir um mistério e mantê-lo oculto até o momento que ele resolve mostrá-lo. E a solução do mistério está coerente com o desenrolar da trama. Outro mérito é conduzir muito bem a transformação psicológica da personagem principal. Porém tem algo que me incomodou: o conto termina como uma fábula de La Fontaine, com “uma moral” muito explicitada. Mesmo que a finalidade fosse essa (passar a mensagem) ela poderia ser feita de uma forma mais sutil.

Sedução

Outro conto de ficção científica, com um pitada de erotismo.
(spoiler)
Uma criatura feminina aguarda o momento certo para seduzir um pescador.
O texto é bom e a história envolvente, misturando o erotismo com a angústia de percebermos que o pescador é uma vítima de um plano de invasão alienígena. Um conto que revive o mito da sereia e o medo inconsciente (masculino) de ser “devorado” na relação amorosa.

Sansão

Destinado ao publico entre 10 e 12 anos (talvez avançando um pouco mais) Sansão é um conto de terror (leve) onde um policial investiga um crime onde as testemunhas garantem que quem o cometeu foi um boneco. Remete ao “Brinquedo Assassino” e a “Toy Story”. O humor, que atenua bastante o clima de terror, fica por conta do detetive encarregado a desvendar o crime.

A Última Anã Vermelha

Um sonho leva o personagem à ultima estrela anã vermelha a se apagar, quando teoricamente o Universo teria seu fim.

O grupo seguinte a ser analisado são os poemas. Vou destacar quatro deles:

Além do Horizonte

Está em tom de alerta, como se fosse uma tentativa de tirar alguém da depressão. O texto é realmente motivador pelo seu ritmo, apenas quebrado no segundo verso da segunda estrofe, por causa dos dois pontos (:) colocados após a palavra “Nota” (talvez seja essa a intenção do autor).

O Cavaleiro Solitário

O poema é construído sob várias referências, desde o título (remete a um personagem de HQ antigo, um seriado de TV e um filme com Clint Eastwood), passando por Alan Kardec e Raul Seixas, muito bem colocadas.

Criatura da Noite

Poema em homenagem à personagem Kaori, de Giulia Moon

Este é um melhor do livro pela escolha da temática, pela sonoridade (lembrando alguns poemas simbolistas), e por causa da construção dos verso que remetem ora à sedução, ora ao perigo, ora ao sentir do personagem diante disto, sem mencionar uma única vez a palavra “vampiro”.

Vento

Um poema curto, que pelo seu ritmo e sonoridade, dá ideias exata do vento.

As crônicas são Ave Rowling, onde o autor fala sobre a sua relação com os livros e filmes de Harry Potter e Um povo que caminha sozinho, onde o autor se posiciona em relação ao descaso em relação à educação em contraponto com uma atitude que permeia sobretudo os jovens, em buscar conhecimento por conta própria.

A segunda parte é dedicado a um ensaio O Ritmo das Narrativas. Neste ensaio, o autor aborda um dos aspectos que tornam um texto interessante, o ritmo.

Um texto acadêmico bem desenvolvido e bastante útil para quem pretende ser um bom escritor.

Uma coisa interessante a fazer é reler a primeira parte do livro e ver como o autor aplica isso no seus próprios textos (ele, de fato, aplica).