Sinopse: Uma adolescente de
15 anos delira e conta de forma fragmentária e alucinada partes de sua vida.
A Valsa nº6 do título é uma música de Choppin pela qual a moça é
obcecada, tocando-a várias vezes durante a peça de forma compulsiva. O clima
onírico é criado pelo cenário, pela sonoplastia, pela iluminação (que tem por base
velas decorativas) e efeitos de fumaça e principalmente pela forma da
personagem contar a história.
Além da valsa, a adolescente é obcecada por dois nomes: Sonia, uma adolescente com a mesma idade da personagem, que em seu delírio pode
representar uma parte dela mesma e Paulo, que pode ser um namorado ou alguém
que ela deseja ou imagina.
O quebra cabeça vai sendo montado numa história de adultério,
pedofilia, múltipla personalidade, traumas e alucinações, onde é muito difícil
separar o real do imaginário. O texto de Nelson Rodrigues é centrado no
personagem, abandonando o lógico e o racional, dando espaço para a emoção
doentia da moça.
A interpretação de Lígia está perfeita, bem como toda a montagem.
Atenção, spoiler.
Só um
pequeno reparo a fazer e não é nem na peça propriamente dita: na sinopse distribuída
para o público, o texto de apresentação da peça afirma logo de início que a
personagem é Sônia. Está é um das interpretações possíveis, já que a personagem
refere-se a “Sônia” como alguém externo a ela. Durante o espetáculo, essa
possibilidade é construída lentamente na cabeça do espectador, que pode ou não
concordar que a personagem e Sônia sejam a mesma pessoa. Ou colocar-se na
posição neutra, já que externa ou interna, tudo é apenas uma alucinação.
Para quem gosta de um drama denso, de fundo psicológico profundo esta é
uma peça altamente recomendável.
Sinopse: Joana Pimentel é uma mercenária, de codinome Vésper, que costumeiramente trabalha para a Cosmopol. Ela está afastada desde
que seu marido morrera numa missão, mas agora é requisitada para ajudar a
recuperar um artefato roubado. Na realidade este objeto não é comum pois se não
for devolvido no local de onde foi removido a realidade espaço-tempo pode sobre
severas alterações.
Miguel Carqueija é um escritor bastante presente na
literatura de Ficção Científica Brasileira e pode ser caracterizado por alguns atributos: Gosta
de criar heroínas, mulheres com carater forte (como é o caso de Vésper),
escreve bem cenas de batalhas, coloca suas crenças religiosas à mostra
(cristianismo católico) sempre que possível, às vezes usa termos pouco usuais e
costuma usar o humor em algumas cenas.
Tudo isto está presente em a Face Oculta da Galáxia. Vésper
é uma heroína bem construída e o enredo esta centrado em recuperar um objeto de
origem “divina”. A equipe é formada por Beng (o lider) , Rotterdam, Tenesse e
Valentina. Esta última é uma assassina com uma missão específica de matar uma
determinada pessoa. Durante a missão, a moça revela-se mais um problema do que
uma solução.
No caminho, mais pessoas se juntam à missão, com destaque para
Gaspar, “inimigo íntimo” de Beng (eles tem uma rusga pessoal que dura décadas) e sua neta Lícia,
uma menina de dez anos muito esperta e determinada (um eufemismo para
“teimosa”), que acaba roubando a cena. Com esta personagem, Carqueija libera
seu lado humorista, transformando a menina em peça chave para colocar e retirar
o grupo de enrascadas.
As três personagens femininas principais (Vésper, Valentina
e Lícia) são um dos pontos fortes do enredo. Outro ponto é o conflito intimo de
Vésper, que viola valores pessoais para poder ser uma mercenária. Este
conflito, mesmo sendo centrado na questão religiosa, transcende este ponto por
ser algo universal. Todos nós temos um conjunto de crenças que norteiam nossas
ações e se temos que violá-las por qualquer motivo o recurso mais utilizado é
negar todo o conjunto (típico conflito “entre a cruz e a espada”).
Pontos fracos:
Valentina é uma lésbica extremamente
estereotipada, o que acaba tirando um pouco da força da personagem.
O objeto é apresentado a Vésper, como de origem
“divina” e isto não é questionado por ela nem por Beng, que lhe trás a
informação. Este seria um bom modo de demonstrar o conflito de Vésper.
O conflito se traduz apenas pela supressão da
prática religiosa, mas não da crença. Negar totalmente a crença e depois
recuperá-la aumentaria a dramaticidade.
Não há qualquer explicação de como se sabe que o
artefato é divino.
Estes pontos todavia não tiram o brilho do texto, pois o
principal mérito dele é que é principalmente divertido.
Recentemente voltou a cena o Manifesto Antropofágico da Ficção Científica Brasileira, de Ivan Carlos
Regina, pela mão de Tibor
Moritz, que levantou a bola, e deixou o pessoal fazer algumas embaixadas.
Porém a bola caiu no chão e pingou, pingou e Bráulio
Tavares deu outro chute levantando um novamente a bola, que nos pés de Roberto
Causo e do próprio Moritz
voltou a pingar no meio do fandom.
Eu estou vendo a bola vir em minha direção e resolvi
arriscar um chute ou uma cabeçada e não espero atingir o gol, pois péssimo
jogador de futebol, nem sei onde ele está. Aliás, parece que ainda ninguém sabe,
mas o importante é que a bola continue no ar a espera de que alguém saiba onde
está o gol ou construa um.
Alguém poderia estar perguntando, por que Madame Butterfly?
Afinal não estamos falando de literatura brasileira de Ficção Científica?
Eu pergunto: quando pensa em madame Butterfly, qual o
primeiro país que aflora a mente? Japão!
Só que ela é uma opera italiana (escrita por Puccini) que se apropria de
alguns elementos culturais japoneses e de um momento histórico, onde ocorria
justamente a dominação econômica e cultural americana nas terras nipônicas.
E o que fez Katsuhiro Otomo? Criou uma história onde uma
nave especial com uma tripulação multinacional (não há um japonês sequer) segue
um sinal de SOS que é justamente uma ária de Madame Butterfly. O destino é um
grupo de asteróides com um perigoso campo magnético, Sargasso, nome de um mar onde na ficção é palco de naufrágios
misteriosos.
Mesmo sem ver o filme, só por esta sinopse percebe-se que o
local é uma armadilha. A atração magnética, a atração física por uma mulher, a
atração por uma cultura diferente, a busca do lucro fácil e a ilusão de que se
pode viver através das memórias compõe o quadro dramático do curta.
Apesar de todas as referencias não serem japonesas, sentimos
que estamos diante de uma obra genuinamente japonesa. Por quê? Talvez pela
forma? O tipo de narrativa? Ou o aprendizado de mais de um século que tivemos
de ver Madame Butterfly como uma referência ao Japão?
Já em o Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto coloca um personagem patético que tenta sozinho salvar o país através de três
projetos: um linguístico, um econômico e um político.
Nos interessa o linguístico, já que estamos envolvidos no uso
da linguagem como forma de expressão. Quaresma é menosprezado primeiro por
querer estudar violão, depois por estudar sem ter formação acadêmica e, por fim
querer adotar uma visão nacionalista extrema, ao propor o uso do tupi como língua
oficial.
Este é o perigo que temos que evitar. Até onde deve ir nossa
busca do nacionalismo? Enfiar um índio numa história de FC fará meu texto ser
mais brasileiro?
Eu particularmente penso que somos estrangeiros nesta terra.
Nossas origens são européias e se queremos colocar elementos indígenas em
nossas histórias temos que fazer um mergulho em suas tradições e crenças, criar
uma boa história (um bom exemplo é o herói Tajarê,
de Roberto Causo) e... lidar com uma possível rejeição do publico leitor.
Agora, vamos ao texto base, o Manifesto Antropofágico de
Ficção Científica Brasileira:
“Precisamos deglutir
urgentemente, após o Bispo Sardinha, a pistola de raios laser, o cientista
maluco, o alienígena bonzinho, o herói invencível, a dobra espacial, o
alienígena mauzinho, a mocinha com pernas perfeitas e cérebro de noz, o disco
voador, que estão tão distantes da realidade brasileira quanto a mais longínqua
das estrelas.
A ficção científica brasileira
não existe.
A cópia do modelo estrangeiro
cria crianças de olhos arregalados, velhinhos tarados por livros, escritores
sem leitores, homens neuróticos, literaturas escapistas, absurdos livros que se
resumem as capas e pobreza mental, colônias intelectuais, que procuram, num
grotesco imitar, recriar o modus vivendi
dos paises tecnologicamente desenvolvidos.”
O que seria este deglutir? Me vem a imagem de sandálias de
dedo feitas a partir de garrafas pet. O Cacique Raoni de óculos e beiço de botocudo. Ou o Visconde de Sabugosa, com um
laboratório de faz-de-conta. Alias Monteiro Lobato, apesar de não ter aderido
ao movimento, é mestre nisto: seus livros infantis têm Saci e Peter Pan, Cuca e
Gato Felix, onça e Tom Mix (caubói do cinema mudo). O sítio não vai ao
universo, o universo vem ao sítio.
Me vem novamente a imagem de Madame Butterfly, mastigada e
cuspida por Katsuhiro Otomo em forma de destroços.
Temos celulares de ultima geração, mas eles nos são roubados
nos ônibus apertados. O saci fuma uma pedra de crack em seu cachimbo, acendendo-a
com um isqueiro Zipo. A pesquisa é interrompida porque a verba foi desviada pra
fazer um jardim na casa do ministro. É esta realidade que não é retratada,
segundo Ivan Carlos Regina.
Por fim o próprio texto de Oswald de Andrade nos dá um tema
pra uma boa obra de ficção especulativa, se alguém se dispuser a escrevê-la:
“Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a revolução
Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem
nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.”
Infelizmente o que restou dos Caraíbas está prestes a ser
inundado pela usina de Belo Monte.
Sinopse: Peça em três atos, escrita em 1920, que narra o drama da fabricação de entidades humanóides com fins de realizarem o trabalho braçal, e de sua revolta contra seu estado de escravidão.
A Fábrica de Robôs foi o primeiro livro que tratou da fabricação em série de entidades artificiais com a intenção de substituir trabalhadores. Apesar do nome “robô” estar associado atualmente a máquinas, na peça são entidade humanóides de origem biológica.
Karel Tchápek é conhecido por sua visão agudamente crítica e seu humor ácido quando trata de problemas sociais e políticos, como vimos em A Fabrica de Absoluto. Socialista, não poupa nem o socialismo em seu posicionamento às vezes cínico. Por exemplo, um dos personagens explica que os robôs absorvem qualquer conhecimento, mas não tem nenhuma criatividade e, portanto dariam “bons professores universitários”.
Atenção contém spoiler
A peça começa com um diálogo entre Helena e Domin, gerente da fábrica, e seus sócios. Helena veio com o propósito de tentar libertar os robôs. Ela é confrontada com o fato de que eles eram insensíveis a seu estado, pois eram desprovidos de sentimentos.
Os robôs foram criados pelo Sr. Rossum com o propósito de provar que Deus era inútil e tentava fazê-los o mais perfeito possíveis, apesar de ter um parco conhecimento de anatomia. Seu filho toma a frente do projeto, pois vê uma utilidade prática para os robôs, eliminando tudo que era inútil, no seu ponto de vista: criatividade, sentimentos, sexualidade, paladar e olfato, por exemplo. E melhorando algumas características, como força física e capacidade de aprendizado.
Domin vê a criação do robô com uma forma de libertar a humanidade, reduzindo o custo de produção a quase zero, permitindo aos humanos não mais trabalhar (esta é a visão romântica do progresso). Todavia, ao longo da peça, percebe-se que o que resta aos humanos é o consumo puro e simples, confirmando os temores de Alquist, um dos sócios, que vê nas necessidade do cotidiano a oportunidade do homem evoluir. Alquist em momento de crise faz trabalhos de pedreiro, para manter as mãos ocupadas (isso faz com que os robôs durante a revolta o vejam como um igual).
O robos são construídos aos milhares e logo estão no mundo todo. São usados em diversa funções e como soldados em guerras, já que não têm medo.
Helena não deixa a fábrica e fica por lá, casando-se com Domin (fato bastante improvável, mas tratado com muito humor). Sua motivação oculta é tornar os robos mais humanos, dando-lhe sentimentos com a ajuda de um dos engenheiros. Todavia, quando um dos robôs manifesta um sentimento é ódio que aparece.
A revolta ocorre e, embora esperada, pega o pessoal da fábrica desprevenido (todos os envolvidos recusam-se a ver o óbvio). A humanidade é destruída com exceção de Alquist, que é obrigado a manter a fábrica em funcionamento, porém é incapaz de fazer robôs vivos. Com a impossibilidade de fazer novas unidades, o robôs também perecerão. Todavia há uma esperança: um casal de robôs manifesta rudimentos de amor e desejo um pelo outro o que faz Alquist rejubilar-se.
A parte menos inspirada da peça é o discurso pseudo religioso do final. Mas mesmo aí vemos a ironia de Tchápek. O homem querendo ser Deus, cria seu sucessor.
O livro é importantíssimo para quem gosta de boa ficção científica e esta interessado em mergulhar em suas raizes.
Algumas críticas presentes:
Quando a crise principia, Helena tenta convencer Domin a parar a produção. Domin retruca que deverão produzir robôs nacionalizados em vez de robôs universais. Dando diversidade a eles, passariam a odiar uns aos outros e deixariam os humanos em paz.
Helena luta pelos direitos iguais, contra a exploração dos robô, mas tem uma governanta, Nana, a quem pede inclusive para abotoar o vestido.
Nana tem um preconceito forte contra os robôs e vê as ações de fabricá-los como afronta a Deus. Representa a religiosidade intolerante.
O gerente financeiro, no meio da crise pensa apenas nos dividendos. Quando descobre que tem 500 milhões em caixa, tenta subornar o líder dos robôs, porém aos robôs o dinheiro não faz o menor sentido.
Apesar da crise instalada, não percebem que os robôs em volta deles são uma ameaça, pois são igualmente explorados e podem aderir à rebelião.
Quando um dos robôs se manifesta sobre seu desejo, diz que quer ter escravos humanos trabalhando para ele
Os robôs, querendo ser humanos, os imitam no que tem de pior (como diz o próprio Alquist: você já são humanos. Aprenderam a fazer guerra.)
O livro é importantíssimo para quem gosta de boa Ficção Científica e esta interessado em mergulhar em suas raízes. A peça ainda valeria pena ser encenada hoje em dia. Nerd Shop:
Autoras: Ana Cristina Rodrigues (prefácio), Alícia Azevedo, Alma Kazur, Bruna Caroline,Carolina Mancini (convidada), Celly Borges (convidada), Débora Moraes, Georgette Silen, Gisele G. Garcia, Laila Ribeiro, Laris Neal, Natália Couto Azevedo, Roberta Nunes, Sandra Franzoso, Suzy M. Hekamiah (convidada), Tatiana Ruiz
Editora: Estronho
Ano: 2011
Sinopse: coletânea de contos de terror e horror escritas por mulheres e em sua maioria com protagonistas femininas.
A Estronho tem buscado criar um catálogo de livros organizando coletâneas de forma criativa e inteligente. Insanas é um excelente exemplo de como isso funciona. Os editores não tiveram medo de ousar, tanto na capa, na diagramação e no projeto gráfico como um todo, como na seleção de textos, ainda que nem todos possam gostar de algumas ousadias (se houvesse unanimidade, não seria ousadia). Das ousadias gráficas gostaria de destacar a capa, as fotos internas e um recurso pra valorizar o título que é colocar fonte diferente algumas palavras que acabam formando o título.
O prefácio de Ana Cristina Rodrigues faz o que deve de maneira elegante e rápida, como deveriam ser todos os prefácios. Abre um pouco a cortina, sem dar spoiler e sem fazer elogios óbvios. Dali pra frente o risco é do leitor.
Atenção! Nas resenhas a seguir há pequenos spoilers.
O Bem e o Mal
Sandra Franzoso
Amanda é uma moça que faz todos felizes. Cansada de ser “boazinha” e descobre que é assim porque decidiu ser. Segundo ela mesma ela fazia as pessoas felizes porque “apertava os botões certos”. E o que aconteceria se decidisse ser má?
Uma psicopata muito bem caracterizada.
Tinta Vermelho Sangue
Bruna Caroline
A tinta vermelha poderia realmente ser feita de sangue?
Boa ideia.
A última oração
Um espírito obsessor persegue uma noviça, matando todos que chegam perto dela. Conto valorizado pelo seu final.
Do inferno
Georgete Silen
Quem foi Jack o Estripador? Autora parte de duas pistas e de alguns dos crimes para traçar um perfil do assassino e dar voz a ele. Escrito em primeira pessoa, permite que os pensamentos íntimos do assassino venham ao leitor, tornando o serial killer mais humano e por isso mais assustador. Boa sacada.
A Fazenda
Alma Kadur
Clássica história de casa mal assombrada, mistura elementos da cultura e história romena com a brasileira. Um texto bem feito.
Vítimas
Celly Borges
Uma bem construída história sobre o mal que cada um carrega. Há varias reviravoltas todas congruentes com a proposta do texto.
Anita
Carolina Mancini
Uma boa história envolvendo sexo e sangue. As cenas eróticas seguidas de violência são muito bem escritas.
O Relógio Perfeito
Natalia Couto Azevedo.
Contado em uma sequência de tempo invertida, fala sobre a obsessão de uma cientista em construir o relógio perfeito. Mas... a que preço?
Este conto me lembrou um texto gótico pouco conhecido de Julio Verne, escrito em 1874: Mestre Zacharius, onde a obsessão é mesma e o resultado igualmente catastrófico.
Excelente!
Bianca
Gisele G. Garcia
O quão terrível pode ser a vingança de uma mulher abandonada?
Muito bom.
Desagravo
Laila Ribeiro
Duas raças de feiticeiros em guerra disputam a lealdade de uma hibrida. Sedução e vingança dão o tom. Muito bom.
Pecado original
Roberta Nunes
O título remete à visão distorcida do pecado original de que a mulher, por ter tentado Adão é responsável pela desgraça do mundo. No conto o mito é invertido. Em uma sociedade dominada por mulheres, os homens são oprimidos de todas as formas. O conto é centrado em Maria uma personagem cruel e detentora de poderes similares a um julgador da Santa Inquisição.
O conto procura levantar uma bandeira feminista, fazendo esta inversão, um recurso muito utilizado para deixar claro o grau de opressão para quem é insensível a outras abordagens. A autora consegue fazer isso sem que o texto pareça panfletário. Excelente.
Quer uma torrada?
Débora Morais
Um relato desvairado de uma mulher que narra um crime como se fosse parte de seu café da manhã. O crime aconteceu mesmo? Muito bem escrito.
Memórias
Alícia Azevedo
Outro conto em que ocorre uma inversão do tempo no desenrolar da narrativa. Uma psicopata descreve a sua trajetória de crimes de sangue e sua busca de um parceiro similar para entender seu comportamento. Dr Jekill e Jack o Estripador aparecem fazendo “ponta”. Algumas boas sacadas valorizam o texto.
Amor Masoquista
Laris Neal
O título mostra o que é o conto: uma descrição de uma relação onde o sofrimento e prazer andam juntos. O que faz com que o conto fuja do convencional é que a provocação da dor está relacionada com o ciúme.
O livro como um todo cumpre a promessa de diversão com bons textos, mesmo das autoras iniciantes. Alguns contos se destacam pela temática ou por algumas sacadas. A maioria deles são pelo menos bons. Vale a leitura para que gosta de histórias de horror clássico e sangrento.