Título Original: Inception
Roterio e Direção: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Michael Caine, Tom Berenger
País: EUA/ Reino Unido
Duração: 148 min.
Ano: 2010
Sinopse: Espião industrial, Cobb, rouba segredos invadindo os sonhos das pessoas. Ele usa uma técnica chamada de “sonho compartilhado”, onde ele e sua equipe adormecem e “sonham o sonho”, da vítima, intervindo no seu desenrolar até chegar à informação desejada. Cobb é procurado para, em vez de extrair a informação, implantar uma idéia no inconsciente do herdeiro de um império industrial.
Discussões sobre sonho e realidade são comuns no cinema (David Linch que o diga), por um motivo bastante simples: o cinema é uma fábrica de ilusões, tanto quanto o inconsciente humano. Ver um filme, mesmo que seja um documentário, é desligar-se da realidade e penetrar no sonho de outra pessoa.
Filmar sonhos também permite ultrapassar os limites impostos pela realidade, como ocorre em A Origem, quando Ariadne, a arquiteta encarregada de construir o cenário dos sonhos, afirma que se é um sonho, não é necessário respeitar a física.
Um sonho precisa respeitar as leis da física?
Um dos cenários construídos por Escher
Isso gera a incerteza: se tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer. Cobb e sua equipe, apesar de terem planejado cuidadosamente, na realidade não sabem o que vão encontrar. Isso garante o suspense de algumas cenas.
Outro fator, bem conhecido dos psicanalistas, é a resistência. Se alguém tenta mexer no meu inconsciente, vou reagir. Em A Origem, as “defesas” são bem violentas, permitindo assim boas cenas de ação e até algum humor.
Cobb e um auxiliar, enfrentando as defesas da vítima
O resultado é um filme movimentado, divertido e inteligente.
P.S.: (um pequeno spolier) Hoje é dia dos pais. Pode parecer que esta postagem não tem muito a ver com este dia, porém, a motivação maior de Cobb para fazer tudo o que fez foi simplesmente para poder rever seus filhos. E o cerne do problema da vítima que teve seu sonho invadido, era a relação com seu pai. Um bom motivo para ir ao cinema com seu filho, se ele tiver mais de 14 anos (classificação etária do filme).














